O Cerco do BRT Terminais Margaridas e Missões prometem mudar o seu caminho



Quem vive na Baixada sabe: o trajeto para o Rio é um tabuleiro de xadrez. Agora, as peças estão se movendo rápido. Se o Terminal Margaridas, em Irajá, já está de pé para quem vem pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116), as obras do Terminal Missões, em Cordovil, entram em fase de conclusão para mudar a vida de quem desce pela Rodovia Washington Luís (BR-040).

Com esses dois gigantes nos portões de entrada da capital, a pergunta que não quer calar nos pontos de ônibus da Baixada é uma só: “O que vai sobrar das linhas diretas?”

O Terminal Missões e o “Efeito Funil”

O Terminal Missões não é apenas uma obra de concreto; é um ponto estratégico. Ele foi desenhado para ser o novo destino de quem vem do eixo da BR-040. Se você mora em Duque de Caxias, ou vem de mais longe, como Magé e Guapimirim, o Terminal Missões será o filtro que conectará a Baixada à calha do BRT Transbrasil.

Diferente do Terminal Margaridas, que foca na Dutra, o Missões atende uma demanda gigantesca de trabalhadores que hoje atravessam a Linha Vermelha ou a Avenida Brasil em viagens que podem durar horas.

O “Papo Reto”: As linhas vão acabar?

A coluna apurou: a regra do jogo continua a mesma. Não há, neste momento, obrigatoriedade de integração. Linhas de alta importância, como as que ligam os centros das cidades da Baixada Fluminense como Nova Iguaçu, Mesquita, São João de Meriti, Belford Roxo, Duque de Caxias, não vão sumir nos próximos meses.

O motivo? Falta o aperto de mãos final entre Prefeitura do Rio e o Governo do Estado. Sem uma integração tarifária redonda (onde você não pague duas passagens inteiras), o passageiro não será forçado a descer no Missões ou no Margaridas.

A extinção “natural” por baixa demanda

Mas não se engane. O que veremos — e já estamos vendo — é o fim de linhas diretas com poucos passageiros. O motivo é logístico:

  • Custo operacional: Para as empresas de ônibus, é muito caro manter um coletivo rodando da Baixada até o Centro com apenas meia lotação.
  • Aposta na baldeação: A tendência é que linhas de bairros periféricos de São João de Meriti e Belford Roxo e Nova Iguaçu, que hoje “batem lata” na pista parador da Brasil, sejam encurtadas até os terminais.

Segurança e Tempo: O novo dilema

Para o trabalhador da Baixada, o Terminal Margaridas ou Missões traz um dilema. Vale a pena seguir no ônibus direto, enfrentando o engarrafamento incerto da Avenida Brasil, ou descer em Irajá ou Cordovil e seguir pelo corredor exclusivo do BRT?

A aposta do poder público é que a agilidade (fugir do trânsito) e a segurança (estar dentro de um terminal fechado em vez de pontos desertos na beira da rodovia) façam o passageiro migrar por vontade própria, sem precisar de decreto.

Resumo do Novo Mapa:

  • Terminal Margaridas (Dutra): Olho vivo nas linhas de Nova Iguaçu, Belford Roxo São João de Meriti e Mesquita, daqui a pouco para Queimados, Seropedica, Japeri e Paracambi.
  • Terminal Missões (Washington Luís): Foco total nos passageiros de Duque de Caxias, Magé e Guapimirim.
  • Linhas Diretas: Mantidas para trajetos de alta demanda (pelo menos por enquanto).

E você? Você pretende trocar o ônibus direto pelo BRT, nos Terminais Margaridas ou Missões, para fugir do transito da Avenida Brasil? E já está usando o Terminal Margaridas? E vai usar o Terminal Missões, quando ficar pronto? Conte para a gente como é a sua rotina!

Acompanhe as atualizações sobre mobilidade urbana na Baixada Fluminense aqui no portal Folha da Baixada.

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