A campanha Maio Laranja, voltada ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, ganha reforço na Baixada Fluminense por meio de projetos culturais e sociais que atuam diretamente em comunidades marcadas por vulnerabilidades sociais. Além da conscientização sobre a importância da denúncia, as iniciativas buscam fortalecer redes de proteção à infância através da cultura, da convivência e do acolhimento.
Segundo dados do Disque 100, a violência sexual contra crianças e adolescentes segue entre as principais violações registradas no Brasil. Entre janeiro e abril de 2026, foram contabilizadas mais de 32,7 mil denúncias relacionadas a esse tipo de crime, representando um aumento de 49,48% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Diante desse cenário, especialistas destacam que o acesso a espaços seguros, atividades culturais e fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários são fatores importantes na prevenção da violência e na identificação precoce de situações de risco.
Na Baixada Fluminense, o projeto Cultura na Faixa, desenvolvido pela ONG Se Essa Rua Fosse Minha, atua em diferentes comunidades oferecendo oficinas culturais gratuitas para crianças, adolescentes e famílias. A iniciativa é realizada em parceria com a Transpetro.
As atividades incluem oficinas de música, Folia de Reis, futebol, arte circense, tranças e ações educativas, buscando promover pertencimento, convivência comunitária e fortalecimento dos laços sociais.
Além das oficinas, o projeto desenvolve ações comunitárias que aproximam moradores, famílias e educadores, contribuindo para a criação de redes locais de apoio e proteção à infância.
“O fortalecimento dos vínculos comunitários é fundamental para a proteção da infância. Quando crianças e adolescentes têm acesso a espaços seguros de convivência, cultura e escuta, toda a comunidade se torna mais preparada para identificar situações de violência e atuar de forma preventiva”, destacou Geraldo Bastos, gerente de RH e Mobilização Social do projeto.
O Maio Laranja tem como principal marco o dia 18 de maio, instituído nacionalmente como o Dia de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data faz referência ao caso de Araceli Cabrera Crespo, criança assassinada em 1973, em Vitória, no Espírito Santo, episódio que se tornou símbolo da luta pela proteção da infância no Brasil.
Especialistas reforçam que denúncias de violência contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima por meio do Disque 100, canal nacional de proteção aos direitos humanos.





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