Marinha Mercante

Aquela sensação novamente. A que somente quem conhece o significado do verbo “marear” sabe. Do passadiço, Geovana olha o painel: as luzes e bipes suaves dizem que tudo está sob controle. As janelas disfarçam o frio e a escuridão lá fora.

Ela cruza os braços ao breve descanso das fainas da noite. Na memória, os mais queridos que aguardam em terra. A saudade diminui com a certeza do dever. E o que parece ser solidão é na verdade o azul do mar do poema de Cecília, que enegreceu, imitando o céu da madrugada, e não lhe sai dos olhos.

Comentários

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo.

Seja o primeiro a comentar!

Deixe um comentário