
Mais uma jovem voz da Baixada Fluminense conquista espaço na cena literária fluminense. Rebeca Andrade, aluna do Ciep 128 Magepe Mirim, em Magé, lançou seu primeiro livro, Cicatrizes Invisíveis, durante a Bienal do Livro Rio 2025, no Riocentro, Barra da Tijuca. Aos 16 anos, a estudante da 2ª série do Ensino Médio emociona com uma obra sobre traumas, superação e amadurecimento.
Apaixonada por leitura desde pequena, Rebeca contou que começou a escrever aos 12 anos e que se inspira em pessoas reais e nas experiências da vida. O livro mistura drama e suspense para narrar a trajetória de Annelise, uma adolescente norte-americana marcada por perdas e segredos familiares.
A conquista mobilizou a comunidade escolar: cinco ônibus levaram professores e colegas para prestigiar o lançamento na Bienal. “Foi uma felicidade imensa para a escola. Rebeca é um exemplo de que tudo é possível com incentivo e perseverança”, destacou Sidnéa Meschken, diretora-adjunta do Ciep 128.
A Bienal acontece em um ano histórico: o Rio foi nomeado Capital Mundial do Livro pela Unesco. A secretária estadual de Educação, Roberta Barreto, celebrou a conquista da jovem autora: “Ler transforma. É conhecimento, cidadania e escolha. E Rebeca é um símbolo vivo disso”.
Cicatrizes Invisíveis já pode ser considerado um marco para a juventude da região e reforça a importância de se investir em literatura nas escolas públicas. “Espero que essa história toque outras pessoas como me tocou ao escrevê-la”, disse Rebeca, emocionada.