Cultura Dança e Resistência
Espetáculo “Se Meu Corpo Fosse” reestreia com sessões gratuitas em Duque de Caxias
Com direção de Bruno Alarcon, obra exalta corpos periféricos e promove oficinas, exibição de documentário e bate-papo com o público
08/07/2025 07h24 Atualizada há 7 meses
Por: Redação da Folha
Foto: Joselia Frasão

O espetáculo de dança “Se Meu Corpo Fosse” segue em circulação pela Baixada Fluminense, unindo arte contemporânea, memória e resistência. Após a apresentação realizada na noite de ontem (7), na Sociedade Cultural Projeto Luar, no bairro Jardim Primavera, a produção retorna ao palco nesta terça-feira, 9 de julho, às 14h, no CIEP 032 Cora Coralina, na Cidade dos Meninos, em Duque de Caxias.

A obra é assinada pelo coreógrafo e ator Bruno Alarcon, bacharel em Dança pela UFRJ e reconhecido por videodanças premiadas como Pipa, SAÍDA 124 F e Vestígios que Ficam por Lá. “Nosso corpo é resistência, é memória, é celebração!”, destaca o artista, cuja trajetória está enraizada na valorização de corpos periféricos.

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Mais do que uma apresentação, o projeto inclui oficinas formativas, exibição de documentário e bate-papo com o elenco, estimulando a troca com o público em torno de temas como arte, território e pertencimento.

Contemplado pelo edital “Fluxos Fluminenses” da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SESEC-RJ), com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) 2025, o espetáculo reforça a importância das políticas públicas de fomento cultural no fortalecimento da produção artística local.

A estreia do circuito aconteceu no Projeto Luar, espaço fundado em 1990 pela bailarina Rita Serpa e referência em formação artística no município. Reconhecida pela atuação com corpos marginalizados, a instituição reafirma, com a parceria, sua missão de democratizar o acesso à cultura.

“Se Meu Corpo Fosse” é uma experiência artística que provoca reflexão e afeto. Uma jornada que transforma o palco em território de escuta e empoderamento — ecoando, em movimento, a voz das periferias.