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Baixada Fluminense supera 19 bilhões de dólares em exportações, mas enfrenta desafios com tarifas americanas

Regiões de Caxias e Nova Iguaçu destacam-se no comércio exterior do RJ, enquanto tarifa de 40% dos EUA pressiona competitividade de produtos químicos e metalúrgicos

Por: Redação da Folha
11/08/2025 às 13h36 Atualizada em 11/08/2025 às 15h07
Baixada Fluminense supera 19 bilhões de dólares em exportações, mas enfrenta desafios com tarifas americanas

O mais recente Boletim Rio Exporta – Regionais 2025, divulgado pela Firjan, destaca a importância estratégica da Baixada Fluminense para o comércio exterior do Estado do Rio de Janeiro, com exportações que ultrapassaram US$ 19 bilhões em 2024. Contudo, a região enfrenta desafios a partir de agosto de 2025, após a imposição pelo governo dos Estados Unidos de uma tarifa de 40% sobre diversos produtos brasileiros, afetando principalmente os setores de polímeros, produtos químicos e metalúrgicos.

Caxias e Região

A região composta por Duque de Caxias, Belford Roxo, Magé, Guapimirim e São João de Meriti movimentou US$ 20,7 bilhões em comércio exterior no acumulado de 2024, com exportações totalizando US$ 15,8 bilhões. O principal destaque são o petróleo bruto (US$ 12,7 bilhões) e os óleos refinados (US$ 2,6 bilhões), além do crescimento expressivo dos polímeros de etileno (+25%) e propileno (+37%). Duque de Caxias lidera o volume exportado, com US$ 15,7 bilhões, enquanto São João de Meriti registrou aumento nas exportações de preparações capilares.

Os principais mercados de destino incluem China, Estados Unidos, Países Baixos, Alemanha e Índia. Entretanto, a nova tarifa americana eleva os custos para os produtos brasileiros, especialmente para os polímeros e produtos químicos exportados aos EUA, prejudicando a competitividade local.

Nova Iguaçu e Região

Englobando Nova Iguaçu, Itaguaí, Japeri, Mesquita, Nilópolis, Paracambi, Queimados e Seropédica, a região registrou US$ 3,3 bilhões em comércio exterior em 2024, com um crescimento de 25% nas exportações. Nova Iguaçu, sozinha, exportou US$ 28 milhões, com destaque para bombas e munições (US$ 19 milhões) destinadas à Argélia e perfis de ferro ou aço (US$ 5,1 milhões) enviados para os Estados Unidos.

A tarifa de 40% dos EUA impacta diretamente os perfis de ferro e aço, elevando custos para importadores norte-americanos e reduzindo a competitividade brasileira. Produtos metalúrgicos e químicos também sofrem pressões decorrentes da política tarifária.

Impactos e respostas

Com a tarifa americana de 40% vigente desse mês de agosto de 2025, setores como os polímeros e produtos químicos exportados para os EUA enfrentam aumento de custos e perda de competitividade, especialmente na região de Caxias e São João de Meriti. Da mesma forma, os perfis de ferro e aço e demais produtos metalúrgicos originados da região de Nova Iguaçu e municípios vizinhos estão diretamente pressionados pela nova política tarifária.

Nesse contexto, a Firjan reforça a importância da mobilização de entes públicos e privados para formulação de iniciativas de apoio às empresas afetadas, de forma que seja possível mitigar os impactos em receita e arrecadação, mas, principalmente, proteger postos de trabalho. 

Por fim, a Firjan reitera seu posicionamento pela intensificação da atuação diplomática e paradiplomática em diversos níveis para construção de uma solução negociada e célere para mitigação dos impactos econômicos e sociais das novas tarifas anunciadas.

Desafios para 2025

As regiões da Baixada Fluminense deverão adotar estratégias para mitigar os efeitos das barreiras comerciais, como diversificação dos mercados, investimentos em inovação para agregar valor aos produtos e melhorias na infraestrutura logística para fortalecer a competitividade internacional.

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