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Olhar Nordestino chega à 5ª edição em Nova Iguaçu valorizando arte, dança e gastronomia
Projeto promove oficinas gratuitas e celebra a cultura nordestina com eventos, shows e formação profissional
11/08/2025 14h54 Atualizada há 7 meses
Por: Redação da Folha

O segundo semestre marca a continuidade de uma tradição cultural em Nova Iguaçu: a realização do projeto Olhar Nordestino, que chega à sua 5ª edição em 2025. Reconhecido na Baixada Fluminense, o projeto valoriza a riqueza das culturas nordestinas por meio de oficinas de arte, dança e culinária, aproximando nordestinos, descendentes e admiradores dessa cultura tão presente na região.

No lançamento do projeto, ocorrido em 4 de junho, foram abertas as inscrições para diversas oficinas, que terão a condução de instrutores especializados como Luis Dias e Thiago (forró), Baiana e Cintia Travassos (gastronomia), Edmilson Santini (literatura de cordel), Carol Nascimento (artesanato nordestino) e Zany Nascimento e Gabriel Brum (maracatu). As aulas são gratuitas e acontecerão ao longo do semestre, com destaque para a oficina de maracatu no Patronato, a partir de setembro.

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Os oficineiros reforçam a importância da cultura popular para a identidade brasileira. Edmilson Santini destaca o papel fundamental do cordel como ritmo e tradição, enquanto Carol Nascimento aponta que o artesanato pode ser tanto um hobby quanto uma fonte de renda para os participantes. Já Zany Nascimento vê o maracatu como uma celebração da ancestralidade e um espaço de pertencimento para os praticantes.

Realizado pelo Patronato e Centro Social São Vicente, sob coordenação do Instituto de Tradições Nordestinas e Populares, e com patrocínio do Ministério da Cultura e Governo Federal, o Olhar Nordestino promove ainda um grande evento público, tradicionalmente realizado em dezembro no Patronato, no centro de Nova Iguaçu. O evento reúne gastronomia típica, apresentações de dança e shows, como o da banda Pimenta do Reino, celebrando a cultura nordestina e os alunos formados nas oficinas.

Para a produtora Rosi Mohr, que contribui para o projeto idealizado por Daniel Guerra, iniciativas como essa fortalecem a identidade cultural e promovem o reconhecimento das gerações nordestinas na Baixada. Daniel Guerra destaca que a Feira Olhar Nordestino busca ampliar o conhecimento sobre essa cultura e combater o preconceito de origem, promovendo inclusão e valorização.