O Governo Federal sancionou, no último dia 5 de agosto, a lei que institui o Dia da Luta da População em Situação de Rua, a ser celebrado em 19 de agosto. A data faz referência à Chacina da Praça da Sé, ocorrida entre 19 e 22 de agosto de 2004, em São Paulo.
Antecipando as manifestações, a Prefeitura de Belford Roxo, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc), realizou nesta quinta-feira (14) o seminário Inclusão e Respeito aos Direitos da População em Situação de Rua. O evento ocorreu no auditório da Estação da Cidadania, reunindo usuários do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), autoridades e profissionais da área.
O secretário municipal Diogo Bastos destacou que a Assistência Social é uma política pública garantida pela Constituição e não um ato de assistencialismo. “O que fazemos não é favor, é obrigação. É garantir atendimento, acolhimento e encaminhamento de acordo com as necessidades. Vamos dizer não à aporofobia”, afirmou.
O encontro foi marcado por falas emocionantes de pessoas que superaram a situação de rua, como Ricardo Cidade e Otaviano da Conceição, que compartilharam suas histórias de superação e reinserção social.
Durante o evento, foi lançada a cartilha Caminhos para a Inclusão, que reúne serviços e orientações voltados à população em situação de rua, incluindo assistência social, saúde mental e atendimento de emergência.
A programação contou com dois painéis de debates sobre histórico, desafios e oportunidades para essa população, e exposições como a do artesão Ygor Hellon Souza Costa, que apresentou peças feitas com arame e folhas.
Segundo dados do Cadastro Único, mais de 300 mil pessoas vivem em situação de rua no Brasil. Em Belford Roxo, o Centro Pop tem se consolidado como espaço de acolhimento e reinserção social, oferecendo alimentação, higiene, cursos profissionalizantes e apoio jurídico.