O Museu Vivo do São Bento (MVSB) recebe, na próxima sexta-feira (22), o “Festival de Ogans Vozes e Tambores”, iniciativa cultural que apresenta as práticas musicais ligadas à percussão e às expressões das religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda, na Baixada Fluminense.
O festival tem como objetivo celebrar e valorizar os diferentes estilos de percussão do território, aproximando o público das tradições dos terreiros e fortalecendo a conexão da população com seus bens culturais e raízes afro-brasileiras.
A programação reúne 36 músicos, entre eles ogans – percussionistas sagrados responsáveis pela transmissão oral dos toques e ritmos litúrgicos –, além de mulheres percussionistas que preservam saberes e vivências tradicionais, muitas vezes sem o devido reconhecimento formal.
As apresentações, realizadas em trios, seguem os rituais dos terreiros e utilizam instrumentos como os atabaques, essenciais para a execução dos toques. O público terá contato com a interação entre ritmo, canto e dança, vivenciando uma experiência imersiva da música sagrada afro-brasileira.
Além da celebração cultural, o festival busca contribuir para o combate ao preconceito religioso e racial, para a preservação do patrimônio oral imaterial e para o incentivo ao estudo da história afro-brasileira, fortalecendo a identidade cultural da Baixada Fluminense.
O evento é uma realização do Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, por meio da Política Nacional Aldir Blanc. Conta com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Duque de Caxias e do Museu Vivo do São Bento, em parceria com a Tatchiando Forma e Movimento, com idealização da Portão de Ferro.
14h00 – Abertura
14h15 – O Candomblé e suas nações: artesanias e musicalidade
Leonardo Valerio – André Cleto – Lourenzo Florido (Axé Ylé Yamim Axé Bangbosé)
15h15 – Ogans e Ojés: tambores, toques e ancestralidades
Wagner Gabriel (Awo Korioba) – Bruno Moisés (Ojé Awo Niyi) – Bruno Ferreira (Aseledeni – Ilé Baba Afurin)
16h15 – A subversão dos tambores: mulheres e os toques da Umbanda Sagrada
Letícia Ventania – Bruna Maria Luiz (Coletivo Dicas de Atabaque, escola fundada por Márcio Barravento)
17h00 – Encerramento