Segurança Pública Operação Mibius
Gaeco e Polícia Civil prendem integrantes de milícia que atuava em Queimados
Entre os investigados estão um policial civil da ativa e um ex-servidor da Prefeitura; grupo extorquia comerciantes e mototaxistas na Baixada Fluminense
02/09/2025 08h16 Atualizada há 6 meses
Por: Redação da Folha

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da 55ª DP (Queimados), deflagrou nesta terça-feira (02) a Operação Mibius, contra uma milícia que atuava em Queimados, na Baixada Fluminense. Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão e dois de busca e apreensão, determinados pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa.

Segundo os investigadores, entre os alvos estão o agente da Polícia Civil Flavio Cordeiro Candreva e o ex-servidor da Prefeitura de Queimados Paulo Alberto de Lima. O policial é acusado de fornecer armas e tentar impedir a prisão de comparsas. Já o ex-servidor, que atuava no Conselho Tutelar, teria usado um carro oficial para transportar milicianos, além de repassar informações e intermediar encontros entre os líderes do grupo. Atualmente, ele não faz mais parte do quadro da administração municipal. Ambos foram presos.

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As investigações, conduzidas em conjunto com a Polícia Civil, revelaram que o grupo explorava os bairros de Fanchem, Porteira e Paraíso, praticando extorsões contra comerciantes e mototaxistas. Os criminosos exigiam o pagamento de “taxa de segurança” e, em alguns casos, recolhiam as chaves das motocicletas das vítimas como forma de coação. Para dar aparência de legalidade às cobranças, utilizavam a fachada da empresa “Mibius Segurança Privada”, que distribuía cartões com telefones e chaves PIX para recebimento dos valores.

De acordo com o promotor Eduardo Pinho, do Gaeco, a operação é resultado da análise de celulares apreendidos após uma prisão em flagrante realizada em agosto do ano passado, quando milicianos foram detidos com um carro roubado, armas de fogo e roupas semelhantes às utilizadas pela Polícia Civil.

Do total de mandados desta terça-feira, três pessoas foram presas e duas estão foragidas. O homem apontado como chefe do grupo, João Carlos Lustosa da Silva, já se encontra detido em Gericinó, de onde, segundo as investigações, continuava comandando as ações da milícia.

A ação contou ainda com o apoio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

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