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Baixada Fluminense participa do movimento internacional “Faiths for Climate Justice”

Magé e Saracuruna recebem debates e eventos que conectam espiritualidade, justiça social e proteção ambiental nos dias 20 e 21 de setembro

Por: Redação da Folha
19/09/2025 às 14h55 Atualizada em 19/09/2025 às 15h50
Baixada Fluminense participa do movimento internacional “Faiths for Climate Justice”

No final de semana de 20 e 21 de setembro, a Baixada Fluminense se une ao movimento internacional “Faiths for Climate Justice” com duas ações locais voltadas para debater a crise climática a partir da espiritualidade. A iniciativa busca fortalecer a luta por um futuro mais justo e sustentável, conectando a realidade da Amazônia com a Mata Atlântica.

No sábado, 20 de setembro, o Instituto Mirindiba de Ação Climática Popular, em Magé, sediará a Feira da Onça, com o tema “Encontro de Emergências Climáticas em Magé”. O evento celebra as chamadas "economias do bem viver" e reunirá diversas comunidades e espiritualidades para discutir o papel da fé na proteção do meio ambiente.

No domingo, 21 de setembro, a mobilização segue em Saracuruna com a Roda de Conversa, sob o tema “Religiosidade, Justiça Social e Meio Ambiente”. O encontro contará com a participação de Báà Joaquim Azevedo, Julia Rossi, Iayza Maia Oliveira, Joelma Sousa, Maycon Carreira e Ianê Germano, abordando a força da religiosidade na construção da solidariedade, os impactos do racismo estrutural e ambiental nas periferias, e o papel de cada um na promoção da justiça social e ambiental.

As ações integram um movimento global que exige o fim de novos combustíveis fósseis e do desmatamento, além de defender uma transição justa para energias renováveis. Para Carla Lubanco, gestora ambiental, pesquisadora e moradora de Suruí, em Magé, a união de diferentes biomas é urgente:
"A gente luta até hoje para regenerar a Mata Atlântica e estamos de pé nesse final de semana para não deixar acontecer com a Amazônia o que aconteceu com o nosso bioma."

O evento reforça a importância da ação coletiva e do diálogo entre espiritualidade, justiça social e meio ambiente, mostrando que pequenas iniciativas locais podem dialogar com movimentos globais na luta contra a crise climática.

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