Coluna Quem são?
Os traidores
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11/12/2025 06h00
Por: Fernando Lúcio de Oliveira

Um homem havia sido preso e condenado à morte. Não havia mais esperança. Ele era culpado e sabia disso. Sem que ele pedisse ou merecesse, veio um advogado e decidiu representá-lo perante o tribunal. O homem ficou questionando como pagaria pelos serviços, quis oferecer dinheiro, poder, até livros, músicas, cargos. A cada um de seus tantos crimes confessados, o advogado mantinha-se o mesmo: “corrija-se, pois vou defendê-lo”.

No dia do cumprimento da sentença, o advogado tomou-lhe o lugar e foi executado. A imagem do sacrifício ficou na mente daquele homem. Mesmo assim, ele não conseguia entender o porquê do gesto nem aceitar que alguém pudesse fazê-lo em seu lugar, por isso cometia os mesmos crimes e, pouco antes do ato, lembrava-se do sacrifício e chorava a traição.

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