As oficinas para a construção do Plano Municipal de Saúde (PMS) 2026–2029 chegaram ao fim nesta terça-feira (18), com o último encontro realizado na Igreja Assembleia de Deus, no bairro Laranjal, em Japeri. Desde setembro, a iniciativa percorreu toda a cidade com o objetivo de ampliar o diálogo com a população e fortalecer o planejamento das ações que serão implementadas nos próximos quatro anos.
O processo participativo envolveu moradores dos 31 bairros do município ao longo de nove dias de atividades. As equipes da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) passaram por regiões como Santa Amélia, Rio D’Ouro, São Jorge, Chacrinha, Santa Terezinha, Cemes de Japeri e Engenheiro Pedreira, Marabá, Pedra Lisa, Teófilo Cunha, Vila Central, Delamare, entre outras.
Responsável pela definição do cronograma e pela mobilização dos territórios, o secretário municipal de Saúde, Dr. Roberto Pontes, destacou a importância da construção coletiva do plano. “Essa é uma ação que não podia ser feita apenas do gabinete, com gestores ou números. Precisava ser feita com a população. Montamos o cronograma e fomos a campo fortalecer o SUS e garantir que o planejamento de 2026 a 2029 seja realmente efetivo, dentro da realidade do nosso usuário”, afirmou.
Com o encerramento das oficinas territoriais, a equipe técnica da Semus inicia agora a análise das informações coletadas para consolidar o diagnóstico municipal e elaborar as diretrizes, objetivos e metas do PMS 2026–2029. O documento final será submetido ao Conselho Municipal de Saúde, reforçando o compromisso da gestão com transparência e participação social.
O Plano Municipal de Saúde é o principal instrumento de gestão do SUS em nível local. De acordo com a coordenadora de Educação Permanente, Deusa Ferreira, o plano é elaborado com base em indicadores epidemiológicos, sociais e econômicos, além das necessidades apontadas diretamente pela população. “Essas oficinas foram a personificação da equidade, onde cada território foi pensado em sua singularidade. A comunidade trouxe um feedback essencial sobre a assistência e a prestação dos serviços, além de sugestões fundamentais para os próximos anos”, destacou.
A construção do PMS incluiu a etapa de Análise Situacional (ASIS), que envolve visitas aos bairros com escuta ativa da comunidade, identificação de demandas e desafios, além de análises técnicas das subsecretarias para aprofundar o diagnóstico da situação de saúde do município.
As oficinas foram conduzidas por representantes da gestão, profissionais da educação permanente, integrantes do controle social e da Ouvidoria. Para melhorar a participação, foram utilizadas metodologias ativas como acolhimento, apresentação do plano, revisão das ações de 2022 a 2025, definição de prioridades e rodadas de debates.
O coordenador da Ouvidoria da Saúde, Leandro da Silva, reforçou o papel da participação comunitária no processo. Segundo ele, a escuta popular qualifica o planejamento e permite identificar demandas que não aparecem apenas nos indicadores técnicos. “A contribuição dos moradores torna o processo mais completo e humano”, afirmou.