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Prefeitura de Magé identifica carvoaria irregular e encaminha responsáveis à Delegacia

Operação flagrou trabalhadores em condições precárias e indícios de crimes ambientais; perícia vai definir interdição e demolição

Por: Redação da Folha
25/11/2025 às 01h56
Prefeitura de Magé identifica carvoaria irregular e encaminha responsáveis à Delegacia
Foto: Dan Gomes

A Prefeitura de Magé, por meio das secretarias de Segurança e Ordem Pública e de Meio Ambiente, identificou nesta segunda-feira (24) uma carvoaria clandestina em funcionamento no bairro Parque Estrela. No local, foram encontrados dois trabalhadores em condições laborais precárias e insalubres, além de um homem que se apresentou como responsável pelo espaço. Todos foram encaminhados à 66ª DP (Piabetá) para prestar esclarecimentos.

A ação começou quando agentes da Secretaria de Segurança realizavam a desobstrução de uma via ocupada por uma cerca irregular. Durante o serviço, um morador denunciou a existência da carvoaria. Ao chegar ao ponto indicado, a atividade irregular foi confirmada e a Secretaria de Meio Ambiente foi acionada.

Segundo o secretário de Segurança e Ordem Pública, André Lopes, “o homem que se apresentou como responsável tentou fugir, mas foi contido pelos agentes. Tanto ele quanto os trabalhadores foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos”.

No interior da carvoaria, a Secretaria de Meio Ambiente constatou indícios de crimes ambientais e aguarda a conclusão da perícia para identificar outras possíveis infrações, como o uso de madeira irregular. Nenhum dos envolvidos apresentou documentação pessoal, trabalhista, alvará de funcionamento ou notas fiscais da atividade.

O secretário de Meio Ambiente, Carlos Henrique Lemos, alertou para os impactos da atividade irregular: “A carvoaria sem licença traz riscos ao meio ambiente e à saúde de quem vive e trabalha na região. Magé não vai tolerar práticas que ameaçam nosso compromisso com a proteção ambiental”.

O responsável relatou trabalhar no local há mais de cinco anos, assumindo a operação após a morte do antigo proprietário, e afirmou que a produção mensal ultrapassava mil sacos de carvão de 3 kg.

A Polícia Civil ficará responsável pelas investigações. Após a perícia, a Secretaria de Meio Ambiente realizará a interdição e a demolição das estruturas clandestinas.

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