A organização de mulheres negras CRIOLA lança, nesta sexta-feira (5), o Diagnóstico Territorial da Saúde das Mulheres Negras da Baixada, um estudo inédito que reúne dados sobre temas como barreiras no acesso à Atenção Primária e a demora para exames e procedimentos considerados essenciais. O documento será apresentado durante o Seminário Saúde das Mulheres Negras da Baixada, que reunirá lideranças comunitárias, organizações parceiras, mulheres do território e representantes da gestão pública municipal.
Durante o evento, será realizado o painel “Atenção Primária Antirracista: compromissos da gestão com as mulheres negras da Baixada”, mediado pela líder do projeto Saúde das Mulheres Negras de CRIOLA, Nathália Ribeiro. O debate busca promover compromissos concretos da administração municipal com políticas de saúde que respondam às necessidades específicas da população negra feminina da região.
A data também marca a consolidação da coalizão de mulheres negras da Baixada, reforçando o protagonismo das lideranças locais na construção e monitoramento de políticas públicas. Segundo CRIOLA, o encontro é estratégico para fortalecer o diálogo com gestoras e gestores municipais e preparar a agenda de incidência para 2026.
“Este seminário reafirma a potência das mulheres negras da Baixada e deixa claro que temos diagnóstico, temos propostas e queremos compromissos concretos. Chegamos para dialogar e para transformar”, afirma Nathália Ribeiro.
Ao final do evento, será entregue a Mini Carta da Baixada, um documento político que reunirá recomendações, prioridades territoriais e propostas para garantir a saúde integral das mulheres negras em 2026, além de registrar os compromissos pactuados com o poder público.
O Diagnóstico Territorial foi produzido pelas lideranças Joseane Martins (Coletivo Filhos nos Braços do Pai) e Ana Lúcia Castro (Instituto Maria Luz), com apoio da assistente de campo Rosânia Nascimento.
Fundada em 1992, CRIOLA é uma organização da sociedade civil conduzida por mulheres negras que atua na defesa e promoção dos direitos das mulheres negras, cis e trans. A entidade trabalha pela erradicação do racismo patriarcal cisheteronormativo e pela garantia de direitos, democracia, justiça e do Bem Viver.