Nova Iguaçu celebrou sua vocação literária com a realização da terceira edição do Prêmio Antônio Fraga, concedido pela Fundação Educacional e Cultural de Nova Iguaçu (FENIG). A tradicional Noite de Autógrafos aconteceu nesta semana, no Teatro Sylvio Monteiro, no Complexo Cultural Mário Marques, no Centro da cidade, com apoio das secretarias municipais de Cultura (SEMCULT) e de Educação (SEMED).
Ao todo, 30 escritores foram selecionados por meio do Edital de Chamamento Público 2025, nas categorias contos, crônicas e poesias. Durante o evento, os autores participaram do lançamento oficial e autografaram exemplares do livro desta edição, que teve como tema “Povos Originários – Indígenas”. A obra reúne textos inéditos que abordam a história, a cultura e os saberes dos povos originários do Brasil, incluindo aqueles que habitavam regiões que hoje integram o território de Nova Iguaçu.
A iniciativa faz parte do Programa Municipal de Incentivo à Leitura e à Escrita da Prefeitura de Nova Iguaçu, desenvolvido por meio da FENIG, e reforça o compromisso do município com a valorização da produção literária local e da diversidade cultural. Para o presidente da Fundação, Miguel Ribeiro, a publicação vai além do valor literário. “Uma sociedade é constituída de histórias de muitos povos. Esse livro tem o foco de destacar uma cultura que faz parte da formação do povo brasileiro. Os povos originários têm muito a nos ensinar”, destacou.
O evento contou ainda com a participação de representantes da comunidade indígena de Nova Iguaçu, como o mestre em Serviço Social Natã Coutinho, do povo Tabajara, e Sumika Azuma, do povo Baré, que atua na comunidade de Tinguá. A presença reforçou o diálogo entre literatura, ancestralidade e identidade cultural.
A publicação “Povos Originários” contribui para a preservação da memória ancestral e da diversidade cultural por meio da literatura, em um contexto de ampliação dos debates sobre meio ambiente e sustentabilidade. Os exemplares serão distribuídos às bibliotecas municipais e em eventos promovidos pela FENIG, ampliando o acesso à leitura e fortalecendo o desenvolvimento humano e intelectual da população.
O Prêmio Antônio Fraga homenageia o escritor que viveu na Baixada Fluminense e se destacou por obras como Desabrigo (1942) e o poema dramático Moinho (1957), além de contos, crônicas e ensaios. Reconhecido por artistas e intelectuais, Antônio Fraga é considerado um dos grandes nomes da literatura de linguagem popular.
Criado em 2023, o prêmio já se consolidou como vitrine da produção literária local. Na primeira edição, o livro DNA Nordestino de Nova Iguaçu reuniu textos de 15 estudantes da rede municipal. Em 2024, a segunda edição contemplou 30 escritores com obras sobre o tema DNA Iguaçuano, reunindo novos talentos e autores experientes em plena atividade literária no município.