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Bicicletários de Japeri e Engenheiro Pedreira ganham novo sistema e reforçam segurança para ciclistas

Controle digital de entrada e saída amplia organização e consolida integração entre bicicleta e trem

Por: Redação da Folha
10/01/2026 às 07h42
Bicicletários de Japeri e Engenheiro Pedreira ganham novo sistema e reforçam segurança para ciclistas

Os bicicletários das estações de Japeri e Engenheiro Pedreira passaram a operar com um novo sistema de controle de entrada e saída de bicicletas, trazendo mais segurança, organização e eficiência para os usuários. A iniciativa, fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Japeri e a SuperVia, representa um avanço na gestão dos equipamentos públicos, que completam dois anos de funcionamento beneficiando diariamente trabalhadores e estudantes do município.

O novo sistema permite um controle mais preciso das bicicletas, reduzindo riscos de extravios e garantindo mais tranquilidade aos usuários. Para realizar o cadastro, é necessário apresentar documento de identidade, comprovante de residência e informar o modelo da bicicleta. Os dados ficam registrados no sistema, facilitando o monitoramento e a liberação dos veículos.

O processo é simples e rápido e contribui diretamente para a organização do fluxo diário, sobretudo nos horários de maior movimento. O bicicletário de Engenheiro Pedreira, considerado o maior da América Latina, conta com 1.000 vagas cobertas e se tornou referência na integração entre bicicleta e transporte ferroviário. Já o bicicletário da estação de Japeri dispõe de 900 vagas, funciona gratuitamente todos os dias da semana e abre meia hora antes do de Engenheiro Pedreira, contando com quatro funcionários em sistema de revezamento.

Os horários de funcionamento são ampliados para atender à demanda dos usuários: de segunda a sexta-feira, das 3h às 1h; aos sábados, das 3h30 às 23h30; e aos domingos, das 4h às 22h30. O serviço segue sendo totalmente gratuito nos dois equipamentos.

A atendente Ana Paula dos Santos, que atua no bicicletário há um ano, destacou os ganhos com a modernização.

“Depois do sistema, o processo ficou muito mais ágil e o controle das bicicletas melhorou bastante, tanto para quem trabalha aqui quanto para os usuários”, afirmou.

O sistema foi desenvolvido por Matheus Andrade de Oliveira, de 24 anos, estagiário da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, que comemorou a contribuição para a cidade.

“Fico feliz em poder ter ajudado a criar um sistema que organiza a entrada e saída das bicicletas e dá mais segurança para todos que utilizam o serviço”, disse.

Entre os usuários, a avaliação também é positiva. Ítalo Bernardo, de 20 anos, ressaltou a importância do controle aliado à gratuidade.

“O bicicletário reduz o custo do deslocamento e, com esse controle, a gente fica mais seguro sabendo que a bicicleta está protegida”, comentou.

Já o morador do bairro Alecrim, Sérgio da Silva, destacou a economia de tempo e a tranquilidade no dia a dia.

“Chego tarde do trabalho e tinha que andar um pedaço porque não tinha onde guardar a bicicleta. Agora deixo ela aqui e fico tranquilo, sem medo de extravio”, relatou.

O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Marcelo Damasceno, reforçou a importância dos equipamentos para o município.

“Os bicicletários de Japeri e Engenheiro Pedreira são fundamentais para incentivar a mobilidade sustentável, reduzir custos para a população e garantir mais segurança aos ciclistas. Estamos completando dois anos de funcionamento e mostrando que essa política pública é um sucesso. Com o novo sistema, garantimos ainda mais controle e segurança para quem utiliza o serviço”, afirmou.

Com a implantação do controle de entrada e saída, os bicicletários seguem se consolidando como equipamentos essenciais para a mobilidade urbana, aliando tecnologia, segurança e acesso gratuito para os moradores.

Dos seis bicicletários mantidos pela SuperVia na Região Metropolitana do Rio, apenas o de Japeri voltou a funcionar plenamente. A reabertura, que disponibiliza 1.700 vagas, ocorreu por iniciativa do Poder Executivo municipal, enquanto as demais unidades permanecem fechadas desde o início de 2020.

Localizados nas estações de Japeri, Santa Cruz, Realengo, Bangu, Engenheiro Pedreira e Saracuruna, esses bicicletários somavam cerca de 4 mil vagas e eram considerados estratégicos para a integração entre bicicleta e trem. Atualmente, porém, cinco deles seguem abandonados, com estruturas deterioradas, paredes pichadas e sinais de sucateamento.

Antes da reabertura do bicicletário público em Japeri, muitos usuários eram obrigados a recorrer a espaços privados, pagando cerca de R$ 5,00 por dia. Com o funcionamento do equipamento público, a economia mensal chega a R$ 110,00, reduzindo gastos e reforçando a importância do investimento em mobilidade ativa.

Segundo Damasceno, Japeri se destaca como exceção em meio à falta de manutenção e de políticas contínuas para incentivar o uso combinado de bicicleta e transporte ferroviário na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

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