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Justiça decreta prisão preventiva de capitão da PM investigado por ligação com facção criminosa na Baixada
Oficial é suspeito de negociar com traficantes e teria sido alvo de denúncia após áudio divulgado nas redes sociais
07/02/2026 11h34
Por: Redação da Folha

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) obteve na Justiça Militar a decretação da prisão preventiva do capitão da Polícia Militar Alessander Ribeiro Estrella Rosa, investigado por suposto envolvimento em negociações com integrantes da facção criminosa Comando Vermelho.

O oficial foi preso na tarde desta sexta-feira (6) por agentes da Corregedoria da Polícia Militar, no 20º Batalhão da PM, localizado em Mesquita, na Baixada Fluminense.

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Segundo o Ministério Público, a decisão judicial considerou indícios de que o capitão teria mantido contato e negociado com criminosos mesmo após ter sido beneficiado anteriormente com habeas corpus e submetido a medidas cautelares alternativas à prisão. Para a Justiça, a conduta representaria risco à ordem pública, à hierarquia e à disciplina militares, além de possível prejuízo à instrução criminal.

Além da prisão preventiva, a Auditoria da Justiça Militar autorizou medidas de busca e apreensão e determinou a quebra do sigilo de dados telefônicos do investigado. As medidas têm como objetivo aprofundar as apurações e preservar a produção de provas.

As suspeitas contra o capitão vieram à tona no ano passado, após a circulação de um áudio nas redes sociais atribuído ao oficial. No material, ele supostamente negociaria com traficantes a retirada de barricadas em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Na época, a Corregedoria da Polícia Militar informou que não havia denúncia formal e que tomou conhecimento do caso por meio das redes sociais.

Com a repercussão das suspeitas, o capitão chegou a ser afastado preventivamente das funções operacionais e passou a atuar apenas em atividades administrativas. As denúncias também foram encaminhadas ao Ministério Público Federal (MPF) e ao MPRJ por meio de relato anônimo.

O caso segue sob investigação, e o policial permanece à disposição da Justiça.