
Policiais civis da 50ª DP (Itaguaí) prenderam, nesta terça-feira (10), um homem apontado como um dos principais estelionatários do Estado do Rio de Janeiro. Ele é investigado por integrar um esquema de financiamentos fraudulentos de veículos e foi localizado no bairro Vila Margarida, em Itaguaí, na Baixada Fluminense.
De acordo com as investigações, o suspeito se apresentava nas redes sociais como especialista em bitcoins e criptomoedas, utilizando o discurso de conhecimento financeiro para conquistar a confiança de possíveis vítimas. A partir disso, ele cooptava pessoas com nome limpo em cadastros de crédito e manipulava informações financeiras, elevando artificialmente o score de crédito e produzindo comprovantes de renda falsos para viabilizar financiamentos em nome de terceiros.
A polícia apurou que o criminoso simulava negociações com concessionárias e instituições financeiras, fotografando veículos em vias públicas para dar aparência de legitimidade às transações. Em alguns casos, vítimas relataram que acreditavam ter comprado carros zero-quilômetro, mas depois descobriram que os veículos estavam financiados em nome de outras pessoas.
Ainda segundo os agentes, o suspeito utilizava jogos online e plataformas virtuais para atrair novas vítimas e incentivá-las a participar do esquema. Muitas fraudes eram descobertas apenas quando surgiam ordens judiciais de busca e apreensão por inadimplência ou quando as vítimas tentavam pagar tributos, como o IPVA, e percebiam que o veículo não estava registrado em seus nomes.
As autoridades estimam que os prejuízos causados pelo esquema ultrapassem R$ 2 milhões somente no Estado do Rio. Nas redes sociais, o homem ostentava um padrão de vida luxuoso ligado ao mercado de criptomoedas e chegou a atuar como palestrante sobre o tema, cobrando valores elevados por ingressos, enquanto deixava vítimas em diversos estados do país.
O suspeito possui cerca de 20 registros por estelionato e já era monitorado pela polícia, com indícios de atuação em outros estados, como São Paulo, Espírito Santo, Rondônia e Mato Grosso. Contra ele, foi cumprido mandado de prisão pelo crime de estelionato, e as investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema.