Coluna Paul Ekman
A linguagem das emoções
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12/03/2026 06h00
Por: Fernando Lúcio de Oliveira

Fernandinho vinha caminhando pela rua na volta da padaria, quando viu uma lixeira cheia de coisas velhas, que alguém estava jogando fora. Eram velhas, mas estavam limpas, separadas em uma sacola.

Ao chegar mais perto, reparou em um livro: "A linguagem das emoções", de Paul Ekman. Era o período de férias. Então desistiu de implorar para ser escolhido no futebol de rua e foi ler Ekman depois do café. Ali aprendeu sobre raiva, medo, tristeza, nojo, alegria, desprezo, vergonha, surpresa e um monte de coisas que a gente vê no rosto, mas não sabe bem a origem na mente.

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Naqueles seus 18 anos, sentiu-se do FBI, detetive, polímata, babilaca, imponente, poderoso. Os 23 anos seguintes ensinaram-no que, malgrado o conhecimento científico ajude a lidar com as próprias emoções e as alheias no dia a dia, a vida é algo que não cabe em livro nenhum...