Um posto de combustíveis de bandeira branca foi totalmente interditado em Duque de Caxias após a identificação de um dispositivo eletrônico capaz de alterar a litragem registrada na bomba, modificando a quantidade de combustível efetivamente fornecida ao consumidor.
A irregularidade foi descoberta durante fiscalização coordenada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e pelo PROCON-RJ, com apoio do Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Rio de Janeiro (IPEM), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Comando de Polícia Ambiental (CPAM).
De acordo com os técnicos do IPEM, o equipamento estava acoplado a uma das quatro bombas do estabelecimento e permitia manipulação remota das informações exibidas no painel. Diante do indício de fraude eletrônica, o posto foi interditado integralmente.
O secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, afirmou que o mecanismo identificado era sofisticado e permitia reduzir a quantidade de combustível entregue sem que o consumidor percebesse. Segundo ele, trata-se de uma tentativa de burlar a fiscalização e lesar diretamente o cidadão.
Além da fraude nas bombas, a ANP interditou o tanque de diesel do posto. O combustível apresentava aspecto turvo e indícios de estar fora das especificações exigidas, o que pode causar danos aos motores dos veículos.
Durante a operação, também foi constatado que o estabelecimento não possuía licença ambiental para funcionamento e foi autuado por prática de vantagem manifestamente excessiva.
O responsável pelo posto foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. O uso de dispositivos eletrônicos para adulterar bombas é considerado crime contra o consumidor e infração às normas de medição e comercialização de combustíveis.
As equipes informaram que as fiscalizações continuarão em todo o estado para coibir irregularidades e garantir que o consumidor receba exatamente o volume de combustível pago.