O Governo do Estado do Rio de Janeiro ampliou o acesso ao benefício do Vale Social para pacientes que realizam tratamento contra a Tuberculose. A iniciativa busca garantir que pessoas em acompanhamento médico consigam se deslocar até as unidades de saúde sem custos, evitando a interrupção do tratamento.
Em 2025, cerca de 280 cartões do programa foram concedidos em quatro cidades com altos índices da doença: São Gonçalo, Queimados, Magé e Japeri. A próxima etapa da expansão prevê a chegada da iniciativa ao município de Nova Iguaçu ainda no primeiro semestre deste ano.
A ampliação do benefício é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro e a Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana do Rio de Janeiro. O objetivo é garantir que pacientes dos 12 municípios com maior incidência da doença tenham acesso facilitado ao transporte para consultas, exames e acompanhamento médico no Sistema Único de Saúde.
Segundo o governo estadual, o tempo médio para liberação do benefício também foi reduzido de forma significativa. Atualmente, o cartão do Vale Social pode ser liberado em menos de 15 dias, o que representa maior rapidez no atendimento aos pacientes que precisam se deslocar regularmente para o tratamento.
Além do transporte gratuito, pacientes diagnosticados com tuberculose também recebem apoio financeiro por meio de um cartão-alimentação mensal no valor de R$ 250, destinado a ajudar na manutenção das condições necessárias para a continuidade do tratamento.
A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas voltadas ao enfrentamento da doença no estado. Entre as ações implementadas estão a ampliação da rede de diagnóstico, com a instalação de equipamentos de Teste Rápido Molecular para Tuberculose em municípios prioritários, além de capacitação de profissionais de saúde e fortalecimento das estratégias de prevenção e acompanhamento dos pacientes.
O Vale Social garante gratuidade em transportes públicos estaduais, como ônibus intermunicipais, metrô, trens e barcas, para pessoas com deficiência ou que realizam tratamento contínuo de doenças crônicas que exigem deslocamentos frequentes para unidades de saúde. O benefício é concedido mediante avaliação médica e apresentação da documentação exigida.