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Após vitória no Oscar, jovens de Nova Iguaçu exibem curtas-metragens em evento gratuito

Projeto “Fazendo Meu Primeiro Filme” incentiva novos talentos do audiovisual e promove inclusão social

Por: Redação da Folha
22/03/2025 às 09h36 Atualizada em 25/03/2025 às 14h38
Após vitória no Oscar, jovens de Nova Iguaçu exibem curtas-metragens em evento gratuito
Foto: Renato Fonseca/PMNI

A histórica conquista do Oscar de Melhor Filme Internacional pelo longa-metragem "Ainda Estou Aqui", do diretor Walter Salles, despertou o interesse dos iguaçuanos pelo cinema. No próximo domingo (23), o Teatro Nova Iguaçu Petrobras será palco da exibição de 14 curtas-metragens produzidos por jovens da cidade que participaram do projeto "Fazendo Meu Primeiro Filme". A iniciativa, realizada pelo Centro Latinoamericano de Treinamento e Assessoria Audiovisual (LATC) e a Cia Encena, conta com o apoio da Prefeitura de Nova Iguaçu.

Voltado para a inclusão social por meio do audiovisual, o projeto oferece capacitação a jovens de comunidades do estado do Rio de Janeiro. Em Nova Iguaçu, o curso foi realizado na Casa da Juventude Iguaçuana, equipamento da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS). Durante dois meses, os alunos aprenderam todas as etapas da produção cinematográfica, do roteiro à edição final, sob orientação do professor Pedro Dannemann. O curso garantiu auxílio para transporte e alimentação dos participantes, além de certificados de conclusão.

“Nosso objetivo é promover a inclusão por meio do audiovisual, destacando o cinema como ferramenta de impacto social e formação de novos talentos. Além disso, os filmes mais bem avaliados poderão ser premiados, e os alunos terão a oportunidade de ingressar em estágios em produtoras do Rio de Janeiro e concorrer a bolsas de estudos”, explica Steve Solot, idealizador do projeto.

Entre os jovens que se destacaram no curso está Erick Gabriel Mol da Silva, de 20 anos, morador do bairro da Posse. Conhecido no meio artístico como Erick Valsi, ele já possui experiência em direção de arte e teatro, além de participações em curtas-metragens. Agora, lança seu primeiro filme, "Labuta", feito em parceria com Jackie Pimentel. A obra aborda a dura realidade de trabalhadores que não recebem reconhecimento financeiro adequado.

“Meu filme tenta passar, de forma poética, a falta de valorização dos trabalhadores, algo que acontece também com os artistas. Quem vem da Baixada enfrenta ainda mais desafios. Este projeto é uma grande oportunidade para quem quer se manter na arte”, conta Erick.

Carine Costa Magalhães, de 26 anos, apresenta o curta "Agora é a Minha Vez", um thriller psicológico que mistura suspense e terror. No filme, sua personagem persegue um desconhecido, invade sua casa e o torna refém. A reviravolta vem com um flashback que revela os motivos da ação.

Para Carine, a experiência foi transformadora. “O projeto abre portas para jovens que sonham com o cinema. A vitória do Brasil no Oscar reforça que nosso cinema tem qualidade e pode ir ainda mais longe”, destaca.

Além da SEMAS, o projeto contou com apoio das Secretarias Municipais de Cultura (SEMCULT) e Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo (SEMDETTUR).

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