Em 31 de março de 2005, a Baixada Fluminense foi palco de uma das mais brutais chacinas da história do Brasil. Em um ato de violência extrema, 29 pessoas foram assassinadas nas cidades de Nova Iguaçu e Queimados, vítimas de um massacre promovido por policiais militares. Agora, duas décadas depois, a luta por memória e justiça continua.
As vítimas receberam 96 tiros, algumas sendo baleadas mais de 13 vezes, em execuções frias e calculadas. Entre os mortos estavam crianças, trabalhadores, estudantes e desempregados, assassinados enquanto caminhavam, conversavam em frente de casa ou estavam em bares e lanchonetes. O massacre, que teve como motivação a insatisfação de policiais com punições e transferências dentro da corporação, evidenciou a brutalidade e a impunidade que marcam a violência policial no Brasil.
Após investigações, 11 policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público. Cinco foram levados a júri popular e condenados a penas que somam mais de 500 anos de prisão. No entanto, nem todos os envolvidos foram responsabilizados, e o caso segue como um símbolo da luta contra abusos e pela garantia dos direitos humanos.
Para marcar os 20 anos da Chacina da Baixada, a organização ComCausa, que atua na promoção e defesa dos direitos humanos, lançou uma campanha especial com o relançamento do Memorial Eletrônico, materiais informativos e eventos que buscam manter viva a memória das vítimas e reforçar a necessidade de justiça.
A mobilização contará com diversas atividades:
30 de março – 18h | Missa na Paróquia Sagrada Família (Posse, Nova Iguaçu)
31 de março – 16h | Ato público na Praça Nossa Senhora da Conceição (Queimados)
31 de março – 18h | Debate na Câmara Municipal de Queimados
A Chacina da Baixada não pode ser esquecida. Participar dessas ações é manter viva a memória das vítimas e reforçar a luta por um país mais justo e sem impunidade.