Neste 9 de maio, o Mesquita Futebol Clube completa 105 anos de fundação, reafirmando sua importância como uma das agremiações mais tradicionais do futebol do Rio de Janeiro. Criado em 1920, quando Mesquita ainda era um distrito de Nova Iguaçu, o “Tubarão da Baixada” tornou-se referência de resistência, paixão e orgulho para a região.
Com uma trajetória repleta de momentos marcantes, o clube conquistou o título invicto do Campeonato Estadual da Terceira Divisão em 1981, durante a gestão de Pedro Nunes, e brilhou novamente em 1985 ao conquistar o vice-campeonato da Segunda Divisão, assegurando o acesso à elite estadual no ano seguinte.
Em sua histórica estreia na Primeira Divisão em 1986, o Mesquita surpreendeu ao terminar em oitavo lugar, superando equipes tradicionais como Americano, Goytacaz, Olaria e Portuguesa. Naquela temporada memorável, empatou com o Fluminense e derrotou o Botafogo por 1 a 0. O elenco era comandado inicialmente por René Simões e depois por Waldemar Lemos, e contava com jogadores como Milton Mendes, Lucho Nizzo e Manicera, que futuramente se tornariam treinadores de destaque.
Embora tenha sido rebaixado em 1987, a breve passagem pela elite estadual inspirou outros clubes da Baixada Fluminense a buscar caminhos semelhantes, como Nova Cidade, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Audax Rio.
Nas décadas seguintes, o Mesquita oscilou entre acessos, rebaixamentos e reformulações. Em 2003, foi vice-campeão da Série C, e em 2008, retornou à Primeira Divisão. Em 2009, protagonizou uma boa campanha na Taça Guanabara, sendo finalista do Troféu Moisés Mathias de Andrade.
Nos tempos mais recentes, segue participando das divisões inferiores do futebol carioca, como em 2017, quando venceu o primeiro turno da Série B2, embora não tenha conquistado o acesso à fase principal.
Ao longo de seus 105 anos, o Mesquita Futebol Clube se mantém vivo graças ao apoio de sua torcida e à paixão pelo futebol. Mais que um time, representa a identidade de um povo e a força da Baixada Fluminense no cenário esportivo do Rio de Janeiro. Parabéns, Tubarão da Baixada!