Uma operação conjunta realizada por policiais militares do 39º BPM e equipes da Secretaria Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana resultou na retirada de oito câmeras de monitoramento clandestinas instaladas por criminosos na Comunidade das Pedrinhas, em Belford Roxo.
Os equipamentos estavam espalhados em diferentes pontos das regiões conhecidas como Gogó da Ema e Vila Pauline e, segundo as autoridades, eram utilizados pelo tráfico de drogas para vigiar a movimentação da polícia, monitorar a circulação de moradores e reforçar o controle territorial exercido por grupos criminosos.
De acordo com a operação, as câmeras funcionavam como parte de uma estrutura ilegal de monitoramento montada em postes das vias da comunidade. A prática tem sido alvo frequente das forças de segurança em diferentes áreas do estado, já que esses dispositivos permitem que criminosos acompanhem em tempo real ações policiais e antecipem operações.
As equipes removeram equipamentos instalados em diversos pontos estratégicos, incluindo a Estrada das Pedrinhas com Rua Ieda, Rua Dona Efigênia, Rua Amaralina, Rua Celso Carneiro e Rua Caetano de Sá, entre outras localidades da comunidade.
Segundo o secretário municipal de Transporte, Luiz Brito, a ação representa um avanço importante no enfrentamento ao crime organizado na região.
Ele destacou que a retirada dos equipamentos enfraquece a estrutura criminosa utilizada pelo tráfico e fortalece a atuação integrada das forças de segurança pública no município. A parceria entre a Prefeitura de Belford Roxo e a Polícia Militar tem sido intensificada em ações voltadas ao combate de atividades ilegais e à recuperação de espaços públicos.
Além da função de monitoramento, as câmeras clandestinas também eram apontadas como instrumentos de intimidação contra moradores. Em muitas comunidades, a presença desses equipamentos ilegais reforça a sensação de vigilância constante imposta por grupos criminosos, afetando diretamente a rotina da população.
A operação faz parte de um conjunto de medidas que buscam combater o domínio territorial do tráfico em áreas da Baixada Fluminense. Nos últimos anos, ações semelhantes vêm sendo realizadas em diferentes municípios da região, com foco na retirada de barricadas, equipamentos clandestinos e estruturas utilizadas pelo crime organizado.
As forças de segurança reforçam que denúncias anônimas da população podem contribuir para identificar pontos de monitoramento ilegal e outras atividades criminosas. O trabalho integrado entre órgãos municipais e estaduais também é apontado como fundamental para ampliar a presença do poder público nas comunidades.
Com a retirada das câmeras, a expectativa é de que as operações policiais possam ocorrer com mais segurança e efetividade, dificultando a atuação de criminosos e reduzindo a capacidade de vigilância ilegal do tráfico na região.
A ação ainda reforça o compromisso das autoridades em combater práticas que ameaçam a segurança pública e o direito de circulação dos moradores de Belford Roxo.





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