O fim da Guerra



Era um cenário de devastação do final da Segunda Guerra Mundial, numa cidadezinha da Europa. Casas, fábricas, torres, tudo destruído. Sangue nas ruas, poeira e entulho. A dor tatuada no rosto de Maria, que via o tanque passar e o alto-falante anunciar a vitória dos Aliados.
Mas havia algo de estranho. A árvore da casa da frente era uma mangueira. Não uma qualquer: o pé de manga carlotinha da dona Dida. A memória do gosto da manga da infância trouxe-lhe à boca a água, que a fez engasgar e acordar. E lá estava o carro passando e berrando: “Ar-condicionado quebrado é 150 reais! 150 reais é o ar-condicionado quebrado, moça!”.

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