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Alerj cobra explicações sobre morte do Mestre Peixe em hospital de Duque de Caxias

Comissão presidida por Dani Monteiro (PSOL) denuncia possível negligência médica no caso e exige resposta da Secretaria de Saúde e da direção do Hospital Adão Pereira Nunes

Por: Redação da Folha
23/06/2025 às 17h42 Atualizada em 08/08/2025 às 14h36
Alerj cobra explicações sobre morte do Mestre Peixe em hospital de Duque de Caxias

Diante da ausência de respostas, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (CDDHC/ALERJ), presidida pela deputada estadual Dani Monteiro (PSOL), voltou a cobrar explicações sobre a morte do mestre de capoeira Itamar da Silva Barbosa, o Mestre Peixe, ocorrida em janeiro deste ano no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias.

Um novo ofício foi enviado nesta semana ao hospital e também ao Secretário Municipal de Saúde de Duque de Caxias. Um primeiro documento já havia sido encaminhado poucos dias após a morte de Itamar, mas não houve qualquer retorno por parte das autoridades.

De acordo com relatos recebidos pela Comissão, o caso pode configurar negligência médica grave. Familiares e amigos do mestre afirmam que os sinais de agravamento do quadro de saúde de Itamar foram ignorados pela equipe médica, e que nem mesmo cuidados básicos teriam sido prestados. Uma das denúncias mais alarmantes é de que o corpo apresentava larvas na cavidade nasal no momento do óbito.

A CDDHC/ALERJ cobra respostas para uma série de questionamentos, entre eles:

  • Por que o caso foi inicialmente classificado como de baixa gravidade?

  • Por que não foi solicitado leito hospitalar?

  • Que providências foram adotadas para apurar as circunstâncias da morte?

  • Quais explicações foram prestadas à família?

  • Que medidas foram tomadas para impedir que situações semelhantes voltem a ocorrer?

“A morte do Mestre Peixe representa uma perda irreparável para a cultura e para a comunidade da capoeira, mas também acende um alerta urgente sobre o descaso com a saúde pública e com as vidas negras e populares. Não podemos normalizar a negligência institucional. Exigimos respostas e responsabilizações”, destacou a deputada Dani Monteiro.

O ofício foi fundamentado com base na Lei de Acesso à Informação e na competência da Comissão para investigar possíveis violações de direitos humanos. A expectativa é de que os órgãos notificados respondam por e-mail institucional em caráter de urgência.

A CDDHC reitera seu compromisso com a busca por justiça, dignidade e reparação a todas as vítimas de violações em serviços públicos.

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