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MPRJ cumpre mandados contra PMs acusados de cobrar “mensalidade” por segurança a comerciantes em Belford Roxo

Policiais lotados no 39º BPM responderão por organização criminosa; ação cumpre mandados em cinco municípios

Por: Redação da Folha
01/07/2025 às 08h48 Atualizada em 02/07/2025 às 07h26
MPRJ cumpre mandados contra PMs acusados de cobrar “mensalidade” por segurança a comerciantes em Belford Roxo

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP/MPRJ), deflagrou nesta terça-feira (1º) uma operação para cumprir 11 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão contra policiais militares denunciados por cobrar mensalidades de comerciantes em troca de segurança armada, durante o exercício da função pública.

A ação conta com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar (CGPM), e os mandados foram expedidos pelo Juízo da Auditoria da Justiça Militar, atendendo a pedido do GAESP. Os alvos estão localizados nos municípios de Belford Roxo, Nova Iguaçu, Maricá e nos bairros da Pavuna e Bento Ribeiro, na capital fluminense.

De acordo com a denúncia, os crimes ocorreram entre 2021 e 2024, quando os policiais estavam lotados no 39º BPM (Belford Roxo). Alguns dos denunciados permanecem na unidade, enquanto outros foram transferidos para o 12º BPM (Niterói), 15º BPM (Duque de Caxias), 20º BPM (Mesquita), BPTur e até para a Prefeitura de Belford Roxo.

Segundo o MPRJ, os PMs prestavam segurança armada particular, de forma ilegal, a estabelecimentos como restaurantes, mercados, postos de gasolina, farmácias, clínicas, universidades e até festas populares, cobrando pagamentos mensais dos empresários — que eram informalmente chamados de “padrinhos”. A prática caracteriza, segundo o órgão, organização criminosa, comprometendo os princípios da legalidade, moralidade e isonomia no acesso à segurança pública.

A investigação apontou que o esquema criou uma relação de dependência econômica entre os comerciantes e os agentes públicos, que usavam a estrutura da Polícia Militar para beneficiar interesses privados.

Os denunciados serão processados pela Justiça Militar sob a acusação de integrar organização criminosa armada.

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