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Hospital Geral de Nova Iguaçu realiza captação de múltiplos órgãos e beneficia quatro pacientes

Procedimento envolveu rins, fígado e coração, e reforça atuação do hospital como referência em doações no estado do Rio de Janeiro

Por: Redação da Folha
04/07/2025 às 07h33 Atualizada em 08/07/2025 às 08h01
Hospital Geral de Nova Iguaçu realiza captação de múltiplos órgãos e beneficia quatro pacientes

O Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI) realizou, nesta quarta-feira (2), um procedimento de captação de múltiplos órgãos — rins, fígado e coração — de uma jovem de 18 anos, vítima de acidente de trânsito. A cirurgia, considerada complexa, envolveu três equipes de diferentes especialidades e teve duração de duas horas. Os órgãos foram destinados a quatro pacientes que aguardavam por transplante no Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

A doadora, estudante de enfermagem, sonhava em ser médica e era movida pelo desejo de ajudar o próximo. Inspirados por sua vocação, os familiares autorizaram a doação após entrevista com a equipe do hospital.

“A doação de órgãos representa a chance de recomeço para quem aguarda um transplante, e o HGNI conta com equipe preparada para acolher as famílias e conduzir todo o processo de forma responsável”, afirmou Luiz Carlos Nobre Cavalcanti, secretário municipal de Saúde de Nova Iguaçu.

Referência no atendimento a traumas e procedimentos de alta complexidade, o HGNI é um dos hospitais com maior número de captações de órgãos no estado do Rio de Janeiro. De janeiro a maio de 2025, foram registradas 46 notificações de morte encefálica, com 19 doações efetivadas. Em muitos casos, o procedimento não ocorre por ausência de autorização familiar em tempo hábil.

“A doação de órgãos tem o poder de transformar vidas, e o HGNI tem sido protagonista nesse processo. Estamos entre os primeiros colocados em número de notificações, doações e captações no estado. Isso é resultado do esforço diário e comprometido da nossa equipe”, destacou Ulisses Melo, diretor-geral do hospital.

O processo de captação é conduzido pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), que atua desde o diagnóstico de morte encefálica até o encaminhamento dos órgãos, seguindo critérios técnicos, legais e éticos.

“Nosso compromisso é com a promoção da vida por meio da doação de órgãos. Transformar a dor em solidariedade e o luto em esperança é uma missão que exige acolhimento, ética e respeito”, afirmou Roberta Carvalho, médica coordenadora do CIHDOTT.

O hospital reforça que qualquer pessoa pode ser doadora. Para isso, o mais importante é comunicar esse desejo à família, já que a autorização depende dos familiares no momento da morte. Não é necessário registrar a vontade em cartório ou documentos oficiais.

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