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Museu Vivo do São Bento retoma percurso educativo com alunos da rede pública em Duque de Caxias

Roteiro guiado por especialistas inclui nove pontos históricos, com destaque para sítio arqueológico sambaqui

Por: Redação da Folha
07/08/2025 às 15h48 Atualizada em 11/08/2025 às 15h12
Museu Vivo do São Bento retoma percurso educativo com alunos da rede pública em Duque de Caxias

A equipe do Museu Vivo do São Bento (MVSB), vinculado à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Duque de Caxias (SMCT/DC), realizou nesta quarta-feira (06/08) uma visita técnica de reconhecimento do percurso histórico-cultural promovido pela instituição. O objetivo foi preparar o retorno das atividades do primeiro Ecomuseu de Percurso da Baixada Fluminense, que será reativado no próximo dia 13 com a participação de alunos e professores do Centro de Educação de Jovens e Adultos de Duque de Caxias (Ceja/DC).

Ao contrário de um museu tradicional, o Museu Vivo do São Bento se destaca por ser um museu de percurso, que desenvolve suas atividades em diferentes locais interligados por um roteiro histórico, revelando as riquezas culturais e arqueológicas da região de São Bento.

Durante a visita, os participantes serão guiados pela turismóloga Simone Garcia e pela estudante de arqueologia da Uerj, Marcela Milão. O percurso inclui nove pontos de interesse: Casa do Administrador, Casarão e Capela, Tulha A, Farmácia, Telégrafo, Sede Administrativa, Casa do Colono, Esporte Clube e o Sambaqui — este último, um dos destaques do roteiro.

Marcela explica que os sambaquis são importantes sítios arqueológicos compostos por camadas sobrepostas de areia, terra e conchas, formadas ao longo de milhares de anos por povos originários da região. “Neles, encontramos vestígios de atividades humanas, como artefatos, restos de alimentos, sepultamentos e materiais diversos que ajudam a compreender o modo de vida dos antigos habitantes”, detalhou a estudante.

O termo "sambaqui" tem origem tupi e significa “monte de conchas” ou “peito de moça”, em referência ao formato e à composição desses montes. “Esses sítios são fontes preciosas para reconstituir os hábitos, a organização social e a relação com o ambiente dos chamados sambaquieiros”, completou Marcela.

A retomada das atividades do MVSB reforça o compromisso da Prefeitura de Duque de Caxias com a valorização do patrimônio histórico e a educação patrimonial, proporcionando aos estudantes experiências práticas de aprendizado e reconexão com as raízes culturais da cidade.

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