
O Setembro Amarelo, campanha nacional de prevenção ao suicídio, reforça a importância de falar sobre saúde mental e orientar sobre onde buscar ajuda. No Brasil, cerca de 26,8% da população convive com transtornos de ansiedade, e aproximadamente um terço dessas pessoas não recebe tratamento adequado. Em Nova Iguaçu, a Rede de Atenção Psicossocial garante acolhimento especializado em diferentes níveis de atendimento.
O primeiro passo é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Clínica da Família mais próxima. Caso haja necessidade, o paciente é encaminhado para os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou ambulatórios de saúde mental, onde recebe acompanhamento especializado. Atualmente, a cidade conta com quatro CAPS:
CAPS III Jayr Nogueira (Centro)
CAPS AD Vanderlei Marins (Austin), voltado para álcool e drogas
CAPSi Dom Adriano Hipólito (Bairro da Luz)
CAPSi Miguel Couto, ambos para crianças e adolescentes.
Além dos CAPS, há ambulatórios de saúde mental em Clínicas da Família e Policlínicas, atendendo adultos e o público infantojuvenil em regiões como Cabuçu, Austin, Centro, Posse, Vila de Cava e Miguel Couto. O acesso é feito por meio de encaminhamento médico, com solicitação registrada no sistema de regulação municipal. A Secretaria Municipal de Saúde entra em contato para informar data e horário das consultas.
Em situações de crise, a população pode recorrer à Emergência Psiquiátrica de Austin, aberta 24 horas, ou acionar o SAMU (192), que dispõe de equipes especializadas para orientação por telefone e atendimento no local. As UPAs municipais e o Hospital Geral de Nova Iguaçu também oferecem suporte.
“Falar de prevenção é fundamental, mas é igualmente importante mostrar à população que há uma rede de acolhimento estruturada e acessível. O cuidado vai desde o atendimento inicial nas unidades básicas até os serviços especializados, garantindo acompanhamento integral”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Luiz Carlos Nobre Cavalcanti.