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MPRJ denuncia servidores da Codeni por peculato e ligação com milícia em Nova Iguaçu

Denúncia aponta que dois contratados não cumpriam expediente e repassavam salários a miliciano; contratação foi feita por indicação de ex-policial expulso da corporação e morto em 2022

Por: Redação da Folha
22/09/2025 às 16h31 Atualizada em 23/09/2025 às 07h35
MPRJ denuncia servidores da Codeni por peculato e ligação com milícia em Nova Iguaçu

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou dois funcionários fantasmas da Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni) pelos crimes de peculato e falsidade ideológica. A investigação revela que ambos foram indicados por David de Oliveira Maciel, ex-policial civil expulso da corporação por envolvimento com a milícia e morto em 2022.

De acordo com a 3ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial do Núcleo Nova Iguaçu, uma terceira pessoa, identificada como miliciano e que recebia parte dos salários de uma das servidoras, também foi denunciada por peculato.

A denúncia detalha que Cristiane Fernandes Vieira foi contratada em julho de 2021 para a Codeni, mas comparecia apenas uma vez por mês para assinar a folha de ponto. Nesse período, recebeu R$ 41.250 em salários, dos quais mais de R$ 13 mil foram repassados a seu companheiro, Washington das Neves Melo, que possui oito anotações criminais por homicídio e já foi condenado por associação criminosa armada e porte ilegal de arma de fogo. Washington cumpriu pena na Penitenciária Bandeira Stampa, destinada à custódia de milicianos.

Outro caso é o de Ademilson Teixeira de Souza, contratado no mesmo dia que Cristiane para atuar como vigilante. Contudo, o cruzamento de dados de geolocalização do celular, feito pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), comprovou que ele nunca compareceu ao trabalho, apesar de assinar regularmente as folhas de ponto.

Diante dos fatos, o MPRJ pede a condenação dos denunciados, a devolução integral dos valores recebidos indevidamente e a suspensão do exercício da função pública de Ademilson.

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