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Hospital da Posse registra aumento de 32% nas notificações de possíveis doadores em 2025

Unidade de Nova Iguaçu é referência na captação e homenageia famílias que autorizam a doação, reforçando a importância da decisão em salvar vidas

Por: Redação da Folha
25/09/2025 às 17h35 Atualizada em 30/09/2025 às 11h04
Hospital da Posse registra aumento de 32% nas notificações de possíveis doadores em 2025

O Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI), conhecido como Hospital da Posse, registrou crescimento expressivo na captação de órgãos e tecidos para transplantes. Entre janeiro e agosto de 2025, foram contabilizadas 75 notificações de potenciais doadores — um aumento de 32% em relação ao mesmo período de 2024. No mesmo intervalo, 28 doações foram efetivadas, representando crescimento de 16%.

Segundo o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), cerca de 47 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil. Para as equipes médicas, o maior desafio é conseguir a autorização das famílias, que enfrentam a dor do luto em meio ao processo de decisão.

O impacto da doação ficou claro no depoimento de Alexandre Guimarães, de 45 anos, que há quase um ano recebeu um transplante de fígado. “Renasci graças a um transplante. Hoje tenho duas datas de aniversário. Este hospital é meu elo com a vida. Volto renovado para mostrar que cada doação salva e transforma vidas”, disse ele, emocionando as 20 famílias de doadores presentes à homenagem promovida pelo hospital em alusão ao Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro.

Entre as famílias homenageadas estava a de Glauce Dias, que faleceu na virada do ano. Sua irmã, Viviane, contou como a decisão foi tomada: “O filho dela teve a primeira atitude de querer doar, e todos concordamos. Ela sempre foi uma pessoa alegre, e esta foi nossa forma de estender seu legado. Saber que cada doação pode ajudar até oito pessoas nos dá esperança”.

Durante a cerimônia, cada família recebeu um cacto de suculenta, símbolo da multiplicação da vida, e pendurou um tsuru, origami japonês em formato de pássaro, na chamada árvore da vida. “Cada vez que uma família diz ‘sim’, fazemos um tsuru com o nome do doador. Queremos chegar ao milésimo para que ninguém precise sair da fila de transplante por falta de tempo, mas sim porque recebeu a chance de viver”, explicou Roberta Carvalho, coordenadora da CIHDOTT.

De janeiro a agosto deste ano, o HGNI captou 26 rins, 20 fígados, 12 córneas, três tecidos de osso/pele e um coração, consolidando-se como uma das principais unidades do estado do Rio de Janeiro em notificações e captação.

Para se tornar doador, não é necessário registro em cartório. O passo fundamental é comunicar a família sobre a decisão. Atualmente, também é possível indicar oficialmente a vontade de ser doador na Carteira de Identidade Nacional (CIN).

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