
Marceu Vieira era natural de Nova Iguaçu, no bairro de Morro Agudo, na Baixada Fluminense, jornalista, compositor e escritor carioca, faleceu na noite de segunda-feira, 29 de setembro de 2025, aos 63 anos, após um ano de luta contra um câncer no pulmão. Ele estava internado há cerca de um mês no Hospital Quinta D’Or, no Rio de Janeiro.
Apesar de sua origem na Baixada, Marceu se considerava um "carioca de alma" e construiu sua carreira profissional na cidade do Rio de Janeiro. Formado em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Marceu iniciou sua carreira na Tribuna da Imprensa e passou por diversos veículos de comunicação, como Extra, Jornal do Brasil, O Dia, revista Época e Grupo Globo, onde atuou como redator do programa Conversa com Bial.
Além do jornalismo, Marceu se destacou como compositor e escritor. Compôs mais de 120 canções, muitas em parceria com o violonista Tuninho Galante, tendo músicas gravadas por artistas como Teresa Cristina e Ernesto Pires. Entre seus sambas mais conhecidos estão Meu Saravá e Samba Carioca, celebrando o cotidiano e a cultura carioca com sensibilidade e poesia.
Como escritor, publicou livros como Betinho — No Fio da Navalha, Nada Não e Outras Crônicas e Bip Bip — Um Bar a Serviço da Alegria, sobre o famoso bar de Copacabana, ponto de encontro do samba carioca.
Marceu Vieira deixa um legado de sensibilidade, generosidade e talento multifacetado. Seu trabalho no jornalismo, na música e na literatura será lembrado pela capacidade de capturar a essência da vida cotidiana com leveza e profundidade.
Ele deixa três filhos: Maria, Mateus e Vitória. Em nota, a família expressou gratidão pela vida de Marceu e destacou sua coragem na luta contra a doença.