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Estudante com autismo encontra na arte uma forma de se expressar e inspirar colegas

Matheus Andrade, de 18 anos, usa desenhos para superar dificuldades de comunicação e sonhar com o futuro na Escola Municipal Benedito Laranjeiras

Por: Redação da Folha
15/10/2025 às 05h00 Atualizada em 15/10/2025 às 17h35
Estudante com autismo encontra na arte uma forma de se expressar e inspirar colegas
Foto: Alziro Xavier / PMNI

Na Escola Municipal Benedito Laranjeiras, em Prados Verdes, uma história tem emocionado professores, funcionários e estudantes. Diagnosticado com autismo nível 1, Matheus da Costa Siqueira de Andrade, de 18 anos, encontrou nos desenhos uma maneira de superar dificuldades de comunicação e aprendizado.

O talento do estudante chamou atenção já na primeira aula de artes. Desde então, Matheus utiliza lápis e papel como aliados para se expressar, se integrar à comunidade escolar e sonhar com o futuro. Aluno da Educação de Jovens e Adultos (EJA), ele demonstra dedicação e afirma que a arte aumentou sua confiança.

"Na minha primeira aula de artes aqui, a professora pediu uma atividade e gostou muito do meu desenho. Foi aí que percebi que queria continuar e podia melhorar. A arte me ajuda porque sempre gostei muito. Sou tímido, mas, com o desenho, consigo me expressar melhor e ficar mais tranquilo", contou Matheus.

A história do estudante virou inspiração dentro e fora da sala de aula. O professor de artes, Guilherme Ribeiro Reis, o define como uma “joia rara”, e a equipe da escola reforça como a inclusão, o acolhimento e a descoberta de talentos podem transformar vidas.

“Ele trabalha muito bem proporções, cores vivas e detalhes. É um estilo que se aproxima do realismo, mas que traz o ‘jeitinho’ dele, a marca de um artista em formação”, destacou o professor.

Histórias como a de Matheus mostram que a escola é, antes de tudo, um espaço de acolhimento, oportunidades e novos começos. Para o próprio estudante, o futuro já se desenha promissor.

"Eu gosto muito de desenhar porque sempre me fez bem. Me dá alívio e, como sou uma pessoa introvertida, desenhar me ajuda nesses momentos. No futuro, me vejo sendo psicólogo e também artista. É importante nunca desistir. Os estudos abrem portas", concluiu.

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