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Alunos da Escola Agroecológica de Nova Iguaçu aprendem sobre preservação da fauna silvestre

Ação da Guarda Municipal Ambiental leva acervo de animais e promove conscientização sobre o papel ecológico das espécies da região

Por: Redação da Folha
21/10/2025 às 18h55 Atualizada em 22/10/2025 às 12h18
Alunos da Escola Agroecológica de Nova Iguaçu aprendem sobre preservação da fauna silvestre

Alunos da Escola Municipal Agroecológica Vale do Tinguá, em Nova Iguaçu, tiveram uma verdadeira aula prática de educação ambiental nesta semana. Agentes da Guarda Municipal Ambiental transformaram a sala de aula em um espaço de sensibilização sobre a conservação e proteção da fauna silvestre, levando fotos, exemplares e materiais utilizados em resgates de animais da região.

Entre os itens expostos, chamaram atenção um gambá empalhado, uma serpente, filhotes de gambás conservados em potes de vidro e até um trabuco, artefato ilegal usado para caça de espécies como tatus, pacas e catetos. O objetivo foi despertar o interesse dos alunos pela preservação da natureza e alertar sobre os riscos da caça e do descarte irregular de lixo.

“Nosso objetivo é mostrar como atuamos no resgate de animais silvestres e ensinar a importância da conservação. Alguns alunos vivem próximos a áreas de proteção ambiental e convivem com a fauna local. Orientamos que, ao avistarem um animal, façam apenas o registro à distância”, explicou Grazieli da Silva, chefe de Educação Ambiental de Nova Iguaçu, vinculada à Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente.

Segundo Grazieli, os animais feridos ou em risco são encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Seropédica, unidade do Ibama responsável pela reabilitação da fauna no estado.

Durante a visita, o chefe da Área de Proteção Ambiental do Tinguá, Carlos Januzzi, destacou o papel ecológico do gambá, que atua como controlador natural de pragas e dispersor de sementes, ajudando a manter o equilíbrio do ecossistema.

“O gambá sofre muito preconceito por causa da aparência e muitos acabam sendo mortos. É essencial que as pessoas entendam seu papel ecológico — e as crianças são fundamentais nessa mudança de mentalidade”, afirmou Januzzi.

Entre os estudantes, Kethelen Victória da Silva Dias, de 13 anos, se destacou pelo entusiasmo:

“Aprendi que devemos cuidar dos animais, porque fazem parte da natureza. Agora vou ensinar que o gambá não pode ser morto — ele ajuda no controle das pragas.”

A Guarda Municipal Ambiental de Nova Iguaçu reforça que ninguém deve manusear animais silvestres e disponibiliza os canais de contato para casos de resgate: telefone (21) 3779-1183 e redes sociais @semam.ni.

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