Quinta, 05 de Março de 2026
22°C 30°C
Queimados, RJ
Publicidade

Espetáculo “Tudo que eu (não) vivi” leva histórias de migrantes nordestinos ao palco do Teatro Sylvio Monteiro, em Nova Iguaçu

Com apoio da Funarte, peça mistura circo, teatro e memória para retratar sonhos e desafios de retirantes que buscam recomeços na “Cidade Maravilhosa”

Por: Redação da Folha
24/10/2025 às 15h51 Atualizada em 24/10/2025 às 16h32
Espetáculo “Tudo que eu (não) vivi” leva histórias de migrantes nordestinos ao palco do Teatro Sylvio Monteiro, em Nova Iguaçu

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) recebe o espetáculo “Tudo que eu (não) vivi – um anticirco-teatro documental” no Teatro Sylvio Monteiro, na Rua Getúlio Vargas, 51, Centro em Nova Iguaçu, no dia 31 de outubro. A montagem propõe uma reflexão sobre o sentido da vida e a realidade brasileira a partir das vivências no circo, trazendo ao centro da narrativa histórias de retirantes das regiões Norte e Nordeste que migram em busca de oportunidades.

O enredo acompanha três jovens artistas mambembes — Assis, Juliano e Zé Palmares — que deixam suas cidades natais e se encontram em um quarto modesto de uma pensão no Rio de Janeiro, a chamada “Cidade Maravilhosa”. No mesmo espaço vive Maria, uma mulher que carrega suas próprias dores e esperanças, representando tantas outras que, entre sonhos e sobrevivência, também buscam um futuro melhor.

A peça combina elementos de teatro, circo, performance e cinema, numa encenação que expõe as contradições da vida urbana e a luta dos migrantes por pertencimento. Segundo a sinopse, “de modo ora inusitado, ora cotidiano, eles contam como fizeram – e fazem – para não deixar de viver e continuar a sonhar”.

Idealizado por Jean Fontes — também coautor, ao lado de Priscila Raibott, e integrante do elenco — e dirigido por Wellington Júnior, o espetáculo mistura crônica, ensaio, autobiografia e ficção para construir uma narrativa fragmentada, em que realidade e imaginação se entrelaçam. “Queremos ressignificar narrativas sociais e pessoais brasileiras, abordando temas como raça, gênero, classe, trabalho, migração e pertencimento”, destacam os criadores.

Mais do que uma encenação, “Tudo que eu (não) vivi” é um mergulho poético e político que transforma a experiência do migrante em metáfora da existência humana. Ao aproximar o universo circense da vida dos trabalhadores marginalizados, a peça revela o valor simbólico da resistência e do recomeço.

O projeto é apresentado pelo Governo Federal / Ministério da Cultura e pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro / Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com apoio do Programa Funarte Aberta.

O espetáculo tem classificação etária de 16 anos, com ingressos a R$ 30 (meia-entrada R$ 15), disponíveis no site Sympla e na bilheteria; a apresentação tem duração aproximada de 70 minutos e o Instagram oficial é @ocirquinho.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários