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Jovens amputados encontram na fisioterapia aquática de Nova Iguaçu um novo começo após traumas e doenças

Centro de Atenção em Saúde Funcional realiza mais de 6 mil atendimentos por mês e transforma histórias de vida por meio da reabilitação física e emocional

Por: Redação da Folha
24/10/2025 às 16h06 Atualizada em 25/10/2025 às 07h33
Jovens amputados encontram na fisioterapia aquática de Nova Iguaçu um novo começo após traumas e doenças

No dia 21 de fevereiro deste ano, a vida do frentista Yago Silva de Carvalho Goudinho, de 22 anos, mudou para sempre. Voltando do trabalho em sua motocicleta, ele foi atingido por um carro que trafegava na contramão. O impacto o levou a passar por três cirurgias e, por fim, à amputação da perna esquerda, no Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI).

Meses depois, Yago voltou a sorrir — e o reencontro com a esperança aconteceu dentro de uma piscina. No Centro de Atenção em Saúde Funcional Ramon Pereira de Freitas (CASF), administrado pela Prefeitura de Nova Iguaçu, ele iniciou um processo de reabilitação por meio da fisioterapia aquática, técnica que combina exercícios com as propriedades terapêuticas da água.

“O acidente foi um grande trauma. Cheguei ao CASF em junho numa cadeira de rodas e hoje já ando de muletas. Estou ganhando autonomia, confiança e equilíbrio. Já tomo banho sozinho, faço meu almoço. Não tenho mais vergonha de mim”, relata Yago, que participa das sessões todas as quartas-feiras.

Referência na reabilitação física e intelectual, o CASF realiza mais de 6 mil atendimentos mensais. A unidade oferece fisioterapia aquática, motora, oncológica, pélvica e respiratória, além de acompanhamento psicológico e psicopedagógico. O espaço também disponibiliza atendimento médico especializado — como clínica geral, ortopedia, neurologia, neuropediatria e psiquiatria — voltado a crianças e adultos.

Outro exemplo de superação é o de Anderson Ribeiro, de 43 anos, morador de Nilópolis. Após complicações causadas pela diabetes, ele também precisou amputar a perna esquerda. Hoje, a fisioterapia aquática lhe devolve bem-estar e confiança.

“Não percebi uma ferida aberta, que acabou infeccionando. Eu nem sabia que tinha diabetes. Quando vi, já era tarde e precisei amputar. A fisioterapia aquática me faz bem para o corpo e para a alma. Aqui é uma família”, afirma Anderson, que também realiza sessões fora da piscina para adaptação à prótese.

A fisioterapeuta Ana Paula Lopes, que há cinco anos atua no setor aquático do CASF, explica que a técnica trabalha força muscular, equilíbrio, coordenação motora e aspectos emocionais.

“Atendemos amputados, pessoas com diabetes, crianças com síndromes neurológicas e adultos que sofreram AVC. Quando um paciente recebe alta, é um momento de grande emoção. Criamos laços de amizade e aprendemos muito com cada um deles”, conta.

Também conhecida como hidroterapia, a fisioterapia aquática utiliza a água aquecida para reduzir a dor, fortalecer a musculatura e ampliar os movimentos articulares, diminuindo o impacto nas articulações e tornando o tratamento mais seguro e confortável para pessoas de todas as idades.

Os pacientes interessados nos serviços do CASF devem procurar a Clínica da Família mais próxima para avaliação e encaminhamento. O centro está localizado na Rua Maranhão, 125, bairro Jardim da Viga, em Nova Iguaçu.

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