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GAECO denuncia 13 integrantes de milícia que atuava em Belford Roxo e Duque de Caxias

Policiais civil e militar estão entre os denunciados; Justiça decretou prisão preventiva dos investigados

Por: Redação da Folha
09/12/2025 às 09h01
GAECO denuncia 13 integrantes de milícia que atuava em Belford Roxo e Duque de Caxias

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou à Justiça 13 integrantes de uma milícia com atuação nos municípios de Belford Roxo e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Entre os denunciados estão o policial civil Jaime Rubem Provençano e o policial militar Gilmar Carneiro dos Santos, conhecido como “Professor Gilmar”.

À época dos fatos, em 2024, Provençano estava lotado na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), enquanto o PM atuava no 39º BPM (Belford Roxo). Segundo as investigações, ambos teriam colaborado com o vazamento de informações sobre operações e oferecido apoio às atividades da organização criminosa.

A Justiça atendeu ao pedido do GAECO/MPRJ e decretou a prisão preventiva de todos os denunciados. Os mandados da Operação Golden Head foram cumpridos nesta terça-feira (09/12), com apoio das corregedorias das Polícias Civil e Militar, em endereços na Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Belford Roxo, Duque de Caxias e em unidades prisionais.

De acordo com o Procedimento Investigatório Criminal (PIC), a milícia era liderada por Diego dos Santos Souza, conhecido como “Cabeça de Ouro”, e por Carlos Adriano Pereira Evaristo, o “Carlinhos da Padaria”. Ambos comandavam o grupo de dentro do sistema prisional.

A cobrança de valores era organizada por Angelo Adriano de Jesus Guarany, o “Magrinho”, responsável por articular o contato entre os líderes e integrantes que atuavam nas ruas.

Segundo o GAECO, o grupo praticava extorsões contra comerciantes e mototaxistas. Há também registros de torturas, execuções e disputas armadas por território.

A atuação da milícia abrangia os bairros Wona, Lote XV e Vale das Mangueiras, em Belford Roxo, além do bairro Pantanal, em Duque de Caxias.

Durante a investigação, promotores identificaram controle financeiro, prestação de contas, mensagens com ordens enviadas pelos chefes da organização e planejamento de ataques, além de episódios de traição interna e ameaças contra integrantes.

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