
A homologação do Consórcio Nova Via Mobilidade como novo operador dos trens urbanos do Rio de Janeiro marca um momento decisivo para a mobilidade na Região Metropolitana — especialmente para a Baixada Fluminense, que concentra a maior parte da malha ferroviária fora da capital.
Com apenas um concorrente no leilão, a Justiça confirmou a proposta vencedora que prevê um novo modelo de remuneração baseado no carro-quilômetro rodado, substituindo o sistema atual que paga apenas por passageiro transportado. A mudança tem como objetivo aumentar a quantidade de trens em circulação e reduzir o intervalo entre as viagens, melhorando o atendimento aos usuários.
A Baixada Fluminense é formada por 13 municípios e possui 44 estações ferroviárias ativas ou paradas operacionais, distribuídas em sete ramais estratégicos que conectam a região à capital e a outros polos urbanos. Ao todo, 11 dos 13 municípios da Baixada contam com estações de trens metropolitanos.
Os ramais que atendem diretamente a Baixada Fluminense são:
Ramal Gramacho
Ramal Saracuruna
Ramal Vila Inhomirim
Ramal Guapimirim
Ramal Japeri
Ramal Paracambi
Ramal Belford Roxo
Esses ramais atravessam municípios como Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti, Nilópolis, Mesquita, Magé, Guapimirim, Japeri, Queimados e Paracambi, formando uma das maiores redes ferroviárias urbanas do país.
Cidades como Duque de Caxias e Nova Iguaçu concentram grande número de estações e desempenham papel fundamental no deslocamento diário de trabalhadores, estudantes e usuários que dependem do trem como principal meio de transporte para chegar ao Rio de Janeiro.
Apesar da importância estratégica, dois municípios da Baixada Fluminense — Itaguaí e Seropédica (essas duas que só tem malha ferroviária de carga, operada pela MRS Logística) — ainda não possuem estações ferroviárias de passageiro ativas, mesmo integrando a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A ausência do serviço ferroviário nessas cidades reforça a necessidade de expansão da malha e integração com outros modais de transporte.
A chegada da Nova Via Mobilidade, com contrato previsto para cinco anos, representa uma oportunidade histórica para melhorar o transporte ferroviário, reduzir a superlotação e ampliar a oferta de viagens. Para a Baixada Fluminense, o trem não é apenas um meio de transporte, mas um vetor de desenvolvimento econômico, inclusão social e qualidade de vida.
Se o novo modelo de operação for implementado de forma eficiente, a região poderá ter deslocamentos mais rápidos, maior integração com a capital e melhores condições para o crescimento urbano e econômico.