O candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro pelo Partido Novo, André Marinho, apresentou nesta terça-feira (9), numa sabatina promovido pela Rádio BandNews FM Rio 90,3 Mhz, um plano de governo que prioriza a unificação do comando das polícias e a criação de um sistema de metrô suspenso ao longo do Arco Metropolitano. A proposta visa reestruturar a segurança pública e a mobilidade urbana, estabelecendo novas diretrizes para a gestão estadual e a alocação de recursos.
Para o morador da Baixada Fluminense, a medida representa uma mudança prática no deslocamento diário e na sensação de segurança. A proposta de um monotrilho de 22 quilômetros ligando a Pavuna ao Arco Metropolitano busca eliminar a dependência do trajeto radial em direção à Central do Brasil. Isso encurtaria o tempo de viagem de trabalhadores que se deslocam entre Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Queimados, otimizando a rotina regional.
No eixo da segurança, Marinho defende a aprovação de uma Lei Geral das Operações Policiais em nível estadual. O objetivo é estabelecer regras de engajamento claras para os agentes, contornando a insegurança jurídica criada por decisões judiciais anteriores que, segundo o candidato, limitam a ação ostensiva e a reintegração territorial.
O projeto pretende unificar as polícias Civil, Militar e Penal em uma única secretaria de segurança. A medida visa eliminar a fragmentação atual e permitir que milhares de policiais, hoje lotados em funções administrativas e gabinetes, retornem às atividades de rua e ao enfrentamento direto do crime.
Na infraestrutura de transporte, o plano rejeita a viabilidade da Linha 3 do Metrô a curto prazo, classificando-a como tecnicamente complexa e financeiramente inviável. Em seu lugar, a “Linha Azul” é apresentada como uma alternativa mais ágil, com menor impacto ambiental e foco na integração modal.
A iniciativa prevê o aproveitamento de áreas ociosas e parcerias público-privadas para viabilizar a obra sem onerar excessivamente os cofres públicos. O foco é desafogar os corredores de transporte que ligam a Baixada Fluminense à capital, integrando modais de forma transversal.
Na educação, o plano prevê o retorno de avaliações estaduais de desempenho e parcerias com a iniciativa privada para a reforma de escolas. O objetivo é combater a defasagem no aprendizado e melhorar a infraestrutura física das unidades, garantindo ambientes adequados para o ensino.
Na saúde, a proposta inclui a digitalização do atendimento por meio de aplicativos e a replicação de modelos de mutirões. A ideia é zerar filas de exames e cirurgias, utilizando a rede filantrópica e privada em horários ociosos para ampliar o acesso da população de forma eficiente.
O candidato reforçou que a execução dessas propostas depende de uma gestão fiscal rigorosa. A estratégia inclui auditoria nos contratos de concessão e uma postura de independência política para priorizar investimentos em áreas essenciais, buscando reverter o cenário de estagnação que afeta o estado.





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