O Projeto Saúde das Mulheres Negras, desenvolvido pela Casa da Cultura da Baixada com apoio da organização Criola, promoveu nesta quinta-feira (25) um encontro especial em celebração ao Julho das Pretas. A atividade foi realizada no Cine Clube Marinheiro João Cândido e reuniu participantes para uma reflexão sobre a trajetória de luta das mulheres negras, seus desafios cotidianos e a importância da construção de políticas públicas mais inclusivas.
A iniciativa integra as mobilizações do Julho das Pretas, movimento criado em 2013 pelo Instituto Odara com o objetivo de fortalecer ações políticas, sociais e culturais voltadas ao enfrentamento do racismo, das desigualdades e da violência que atingem mulheres negras. A campanha é realizada em torno do dia 25 de julho, data que marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e, no Brasil, o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
Durante o encontro, as participantes discutiram os impactos do racismo estrutural em diferentes áreas da sociedade, especialmente na saúde pública. O debate destacou a importância do princípio da equidade no Sistema Único de Saúde (SUS), que busca garantir mais atenção e recursos para grupos historicamente vulnerabilizados, promovendo justiça social e acesso mais igualitário aos serviços de saúde.
A atividade também abordou o papel dos movimentos sociais e das organizações da sociedade civil na luta contra o racismo institucional, além da necessidade de ampliar o acesso da população negra à informação, aos serviços públicos e às políticas de promoção da saúde.
O encontro foi conduzido pela assistente social Leila Regina, representante do Projeto Saúde das Mulheres Negras, e contou com a participação de integrantes das aulas de treinamento funcional promovidas pela Casa da Cultura da Baixada. Ao longo da programação, foram compartilhadas experiências, reflexões e estratégias de fortalecimento das redes de apoio voltadas às mulheres negras.
A iniciativa reforçou a importância da conscientização, do acolhimento e da valorização da identidade negra como ferramentas fundamentais para a promoção da igualdade de direitos e da melhoria da qualidade de vida da população. Além disso, destacou a necessidade de manter vivo o debate sobre equidade racial e de gênero, fortalecendo a participação das mulheres negras nos espaços de decisão e na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.





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