Ciep de Duque de Caxias está há cinco meses sem energia após furto de cabos

Falta de energia reduziu aulas de alunos do ensino integral para uma hora e meia por dia; Estado afirma que intervenção está em fase final


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O Ciep 370 – Professor Sylvio Gnecco de Carvalho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, está há cinco meses sem energia elétrica após o furto de cabos da unidade. O problema, que começou em abril, tem afetado principalmente a rotina dos estudantes do ensino integral, que passaram a ter as aulas reduzidas.

Em vez de permanecer na escola durante todo o período previsto para o ensino integral, os alunos têm ficado na unidade por apenas uma hora e meia. Depois, retornam para casa e recebem atividades encaminhadas pelos professores pelo celular.

No ensino médio, as aulas estão sendo realizadas das 9h às 10h30. Para os estudantes do ensino fundamental 2, o período ocorre das 7h30 às 9h.

Segundo responsáveis, a escola registrou dois furtos de cabos de energia neste ano: um em fevereiro e outro no fim de abril. Desde então, a unidade enfrenta dificuldades para manter o funcionamento regular das atividades.

Um relatório técnico da rede estadual confirma o furto dos cabos e registra também a destruição de caixas de passagem de energia da escola. Em 6 de julho, foi elaborado um orçamento de R$ 130.951,46 para a reposição do cabeamento levado durante os crimes.

Apesar do orçamento, estudantes e responsáveis afirmam que os serviços ainda não haviam começado até esta semana, mantendo a unidade com restrições no funcionamento.

Secretaria prevê início dos serviços

A Secretaria de Estado de Educação informou que a intervenção no Ciep 370 está em fase final e que os serviços têm previsão de início imediato.

A pasta também afirmou que está ampliando a instalação de sistemas de alarme nas unidades e que as equipes responsáveis pela infraestrutura trabalham para restabelecer os serviços afetados.

O caso também envolve questões relacionadas à segurança da escola. A Polícia Militar informou que realiza operações de enfrentamento aos delitos e aos grupos criminosos na região, com direcionamento do efetivo para pontos considerados estratégicos.

A corporação afirmou ainda que está à disposição da unidade de ensino para receber demandas específicas e alinhar estratégias de segurança.

Enquanto a intervenção não é concluída, os estudantes permanecem com a rotina escolar reduzida, em uma situação que afeta especialmente a proposta de ensino em tempo integral oferecida pela unidade.

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