Eduardo Paes amplia apoio e chega a nove prefeitos aliados na Baixada Fluminense

Dudu Reina e Rogério Lisboa anunciaram apoio ao candidato do PSD em Nova Iguaçu, enquanto alianças também fortalecem a candidatura de Pedro Paulo ao Senado


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O prefeito de Nova Iguaçu, Dudu Reina, e o ex-prefeito Rogério Lisboa anunciaram apoio a Eduardo Paes (PSD) na disputa pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. O movimento, confirmado nesta quarta-feira (12), amplia para nove o número de prefeitos da Baixada Fluminense alinhados ao ex-prefeito da capital, em um dos principais avanços da campanha na região.

A adesão ocorre após uma sequência de mudanças no campo político que sustentava a candidatura de Douglas Ruas (PL). Rogério Lisboa havia deixado a composição como possível vice-governador, enquanto o PP e a federação formada por União Brasil e Progressistas passaram a adotar uma posição de neutralidade na disputa estadual.

Na prática, a neutralidade partidária abriu espaço para que lideranças locais escolhessem individualmente seus palanques. Em Nova Iguaçu, o movimento se consolidou com a aproximação de Dudu Reina e Lisboa com Paes. Com isso, o candidato do PSD passa a reunir o apoio de nove dos 13 prefeitos da Baixada, região considerada estratégica para a eleição estadual.

A estratégia representa uma mudança em relação às campanhas anteriores de Paes. Desta vez, o candidato tem buscado ampliar sua presença para além da capital, construindo alianças com prefeitos, deputados e lideranças municipais tanto na Baixada quanto no interior. A convenção do PSD, em julho, já havia evidenciado esse movimento, com representantes de diferentes municípios participando do lançamento da candidatura.

Apoios também miram o Senado

A recomposição das forças políticas também interfere diretamente na disputa pelas duas vagas do Rio de Janeiro no Senado. Pedro Paulo (PSD), que integra a chapa de Paes, busca ampliar sua rede de apoio justamente por meio das alianças municipais.

O parlamentar teve sua candidatura ao Senado oficializada pelo PSD em julho, ao lado da candidatura de Paes ao Governo do Estado.

O movimento ganha importância porque a eleição para o Senado é majoritária e exige uma estrutura eleitoral ampla. Prefeitos, vereadores e deputados podem exercer papel relevante na mobilização de votos nos municípios, especialmente em uma disputa na qual cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado.

Ao mesmo tempo, o cenário permanece aberto. Pesquisas recentes mostram Paes na liderança da corrida pelo Palácio Guanabara, mas também apontam diferenças importantes entre capital, Baixada e interior. Levantamento divulgado nesta semana indica que a vantagem do candidato é menor fora da capital, reforçando a importância da expansão territorial da campanha.

A disputa pelo Senado também conta com nomes competitivos ligados ao campo bolsonarista, como Carlos Portinho e Carlos Jordy, além de outros candidatos que buscam ocupar uma das duas vagas em disputa. O desenho definitivo, porém, ainda depende da evolução das alianças e da campanha eleitoral.

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