A gestão ambientalmente adequada de resíduos sólidos urbanos no estado do Rio de Janeiro gera um impacto econômico, social e ambiental estimado entre R$ 1,40 bilhão e R$ 1,65 bilhão por ano. Os dados constam no estudo “Benefícios Econômicos e Externalidades da Regenera Rio”, elaborado pela Pezco Economics a pedido da Regenera Rio — empresa de resíduos sólidos urbanos do Grupo Aegea — e divulgado em 13 de outubro de 2026 durante o evento “Investir em Resíduos Sólidos Urbanos”, promovido pelo PSP Hub na Praça Mauá, na capital fluminense.
O levantamento dimensiona os efeitos da infraestrutura integrada que conecta cinco Estações de Transferência de Resíduos (ETRs) localizadas no Rio de Janeiro — em Jacarepaguá, Santa Cruz, Bangu, Marechal Hermes e Caju — ao Centro de Tratamento de Resíduos (CTR Rio), situado em Seropédica. Em 2025, o complexo processou 3,39 milhões de toneladas de resíduos.
Entre os principais resultados destacados no estudo estão os custos sociais e ambientais evitados com a substituição de lixões e aterros inadequados, estimados entre R$ 466 milhões e R$ 690 milhões anuais. Além disso, a aplicação de parâmetros econômicos aponta um efeito potencial de R$ 926,7 milhões sobre o Produto Interno Bruto (PIB) regional e a geração de aproximadamente 1.791 empregos formais adicionais nos municípios abrangidos pela operação, que incluem também Itaguaí, Mangaratiba, Piraí, Paty do Alferes e Miguel Pereira.
Na área da saúde pública, a pesquisa indica que a destinação adequada contribui para prevenir de 28 mil a 44 mil casos anuais de doenças diarreicas agudas e evita cerca de 7,2 mil internações por ano relacionadas a condições inadequadas de saneamento. Essa redução na pressão sobre o sistema de saúde gera uma economia direta estimada para o Sistema Único de Saúde (SUS) entre R$ 4,2 milhões e R$ 34,1 milhões por ano.
O estudo também aponta ganhos ambientais e climáticos expressivos, como a redução de aproximadamente 227 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente ($CO_2e$) nas emissões do tratamento de resíduos, além da captura anual de dezenas de milhares de toneladas de metano direcionadas à queima controlada, à geração interna de energia e à produção de biometano em parceria com a Gás Verde. No aspecto territorial, o encerramento do antigo lixão de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, está associado a uma valorização imobiliária estimada entre R$ 718,7 milhões e R$ 735,3 milhões na região.





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