A ex-presidente do Instituto de Previdência do Município de Itaguaí (Itaprevi), Fernanda Pereira da Silva Machado, passou a ser alvo de investigações da Polícia Federal sobre aplicações milionárias realizadas pelo Rioprevidência e pelo fundo previdenciário municipal no Banco Master. Segundo as apurações, ela teria participado de operações consideradas irregulares durante o período em que atuava no setor de Controle Interno e Auditoria do Rioprevidência.
De acordo com documentos encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF), Fernanda teria assinado um atestado de credenciamento apontado como fraudulento para permitir operações financeiras envolvendo o Banco Master e a operadora Planner. A Polícia Federal sustenta que os investimentos ocorreram sem as análises técnicas exigidas pelos órgãos de controle.
As investigações fazem parte da 8ª fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça. O inquérito também apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo recursos previdenciários destinados a aposentados e pensionistas do estado do Rio de Janeiro.
No caso de Itaguaí, o Itaprevi teria investido cerca de R$ 60 milhões em Letras Financeiras do Banco Master, modalidade que não possui cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Os aportes ocorreram em junho e julho de 2024, durante a gestão de Fernanda à frente do instituto.
A situação tem causado preocupação entre servidores públicos, aposentados e pensionistas do município, já que não existe garantia de recuperação integral dos valores aplicados. O Itaprevi é responsável atualmente pelo pagamento de cerca de 1.600 aposentadorias e pensões em Itaguaí.
A defesa de Fernanda Pereira da Silva Machado não se manifestou até o fechamento desta reportagem.





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