Firjan entrega a Eduardo Paes propostas para segurança, energia e infraestrutura na Baixada

Agenda estadual reúne 45 medidas e aponta gargalos que impactam empresas, investimentos e circulação de mercadorias na região


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A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) entregou ao candidato ao Governo do Estado Eduardo Paes a agenda “Propostas Firjan para um Rio de Futuro”, com 45 medidas para melhorar a competitividade fluminense. O documento foi apresentado durante o encontro “Discussões sobre o Rio que Queremos”, que reuniu cerca de 200 industriais e incorporou demandas levantadas junto a 520 empresários.

Para a Baixada Fluminense, o diagnóstico chama atenção para problemas que interferem diretamente no funcionamento das empresas e no cotidiano da população, principalmente nos setores de segurança, energia elétrica e transporte de cargas. A avaliação da Firjan é que a solução desses gargalos pode reduzir custos e estimular novos investimentos na região.

Entre os principais pontos está a segurança dos corredores logísticos. Duque de Caxias concentrou 36% dos roubos de carga registrados no Estado do Rio em 2025. As áreas das 59ª DP (Centro) e 60ª DP (Campos Elíseos) registraram 399 e 287 ocorrências, respectivamente. Em Nova Iguaçu, foram contabilizados outros 103 casos.

A entidade propõe ampliar a capacidade de investigação, combater o roubo de cargas e os mercados ilegais e adotar estratégias de reocupação territorial voltadas especialmente aos corredores industriais e eixos utilizados para transporte de mercadorias.

Durante o encontro, Eduardo Paes também destacou o peso do problema para o estado. O candidato afirmou que uma parcela significativa dos roubos de cargas registrados no país ocorre no Rio de Janeiro e defendeu ações mais efetivas de segurança pública nos trechos rodoviários da Baixada.

Outro obstáculo apontado é a qualidade do fornecimento de energia. Segundo o diagnóstico, interrupções e oscilações, mesmo de curta duração, podem provocar a parada de equipamentos industriais e obrigar empresas a utilizar geradores, aumentando os custos de produção. Nova Iguaçu aparece como um dos municípios onde reclamações sobre falhas no serviço têm mobilizado moradores e empresários.

A Firjan defende a modernização da infraestrutura elétrica, com ampliação da capacidade de atendimento e medidas para elevar a qualidade do fornecimento. O documento também propõe ações de combate a perdas e ligações irregulares.

Na área de infraestrutura, a federação estima que problemas estruturais retirem R$ 274,8 bilhões por ano da economia fluminense, valor equivalente a 20,2% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Desse montante, R$ 40,6 bilhões estão relacionados à infraestrutura, incluindo R$ 30,7 bilhões em custos logísticos.

A Baixada aparece como área estratégica nesse cenário por concentrar importantes conexões rodoviárias, como a BR-040, a BR-116 e o Arco Metropolitano. A agenda propõe melhorar a integração entre rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, além de estabelecer uma política de mobilidade metropolitana mais integrada.

O documento também aponta entraves na área tributária. Conforme o estudo Custo Rio, os custos adicionais relacionados à tributação chegam a R$ 93 bilhões por ano, equivalentes a 6,8% do PIB fluminense. A Firjan defende regras mais competitivas e estáveis e a revisão dos critérios do Tratamento Tributário Especial para ampliar a entrada de empresas e estimular investimentos fora da capital.

Segundo a federação, a superação desses gargalos é necessária para aproveitar os cerca de R$ 41 bilhões em investimentos previstos para o Estado do Rio entre 2026 e 2028. A agenda completa “Propostas para um Rio de Futuro” está disponível no Observatório Firjan.

Lembrar a Baixada Fluminense compreende os municípios das áreas da Firjan Caxias e Região — Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Magé e São João de Meriti — e da Firjan Nova Iguaçu e Região — Itaguaí, Japeri, Mangaratiba, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados e Seropédica. 

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