Uma fiscalização conjunta apreendeu 47 aves silvestres mantidas irregularmente em gaiolas em uma residência na Rua Muniz Barreto, em Vila de Cava, em Nova Iguaçu. A ação ocorreu nesta quinta-feira (10), após uma denúncia anônima, e reuniu equipes da Prefeitura, do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Polícia Militar.
Os animais estavam sem a documentação exigida para a manutenção em cativeiro. Entre as espécies encontradas havia 14 sabiás, sete trinca-ferros, quatro coleiros, quatro bicudos, três cardeais, três bicos-de-pimenta, três tico-ticos, três melros, dois sanhaçus, além de um pixoxó, um bico-de-veludo, um canário-da-terra e uma saíra.
As aves foram recolhidas e encaminhadas para avaliação veterinária. A ocorrência foi registrada e encaminhada para a 58ª DP (Posse), onde será apurada com base na legislação ambiental. Entre os dispositivos aplicáveis está o artigo 29 da Lei Federal nº 9.605/1998, que trata de crimes contra a fauna.
A operação foi realizada pela Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, em conjunto com o INEA e o ICMBio, com apoio do Comando de Polícia Ambiental (CPAM) da Polícia Militar. A iniciativa também marca o início de uma atuação integrada entre os órgãos para ampliar a fiscalização nas áreas protegidas de Nova Iguaçu.
Participaram da ação equipes municipais responsáveis pela APA Tinguá, além de servidores do INEA, que atuam nas APAs Alto Iguaçu e Guandu, e do ICMBio, responsável pela fiscalização na Reserva Biológica do Tinguá (Rebio Tinguá).
Para o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente interino, Edgar Martins, a integração entre as instituições permite ampliar a capacidade de fiscalização e resposta às irregularidades ambientais.
Além da apreensão das aves, os agentes identificaram uma ocorrência relacionada à movimentação de terra em uma das áreas fiscalizadas. Foram emitidos auto de infração e notificação para que sejam adotadas as medidas administrativas previstas.
Fiscalização terá continuidade
As equipes pretendem manter as ações integradas em diferentes pontos do município. Entre as áreas previstas estão o entorno da Rebio Tinguá e sua área de amortecimento, a APA Tinguá, a APA Alto Iguaçu, a APA Guandu, o Rio Douro e Jaceruba.
O trabalho não ficará restrito à identificação de animais silvestres mantidos irregularmente. As fiscalizações também deverão verificar outras possíveis infrações ambientais nas áreas protegidas e em seus arredores.
Segundo Edgar Martins, a intenção é manter uma presença mais frequente das equipes para atuar tanto na repressão quanto na prevenção de novas ocorrências.
A operação faz parte de uma estratégia de integração entre os órgãos que possuem atribuições distintas na proteção ambiental da região. A expectativa é ampliar a atuação conjunta em Nova Iguaçu e fortalecer a fiscalização contra irregularidades que possam afetar a fauna e outras áreas de proteção ambiental.





Comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo.
Seja o primeiro a comentar!