Homem investigado por integrar milícia é preso em Queimados

Investigado, conhecido como “Renatinho”, é apontado pela Polícia Civil como responsável por monitorar policiais e criminosos rivais para repassar informações ao grupo


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Um homem conhecido como “Renatinho”, investigado por suspeita de integrar uma milícia que atua na Baixada Fluminense, foi preso pela Polícia Civil em Queimados. A captura ocorreu durante uma ação da Operação Rede Segura, conduzida por agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), após trabalhos de inteligência para localizar o suspeito.

De acordo com as investigações, o homem teria a função de acompanhar a movimentação de policiais e de integrantes de organizações criminosas rivais. As informações seriam repassadas ao grupo por meio de grupos de WhatsApp e rádios comunicadores, segundo a Polícia Civil.

A apuração aponta ainda que o monitoramento teria relação com um episódio de violência ocorrido em Queimados. Conforme os investigadores, informações obtidas pelo suspeito teriam ajudado criminosos a localizar e executar dois homens apontados como integrantes de uma organização rival. A participação atribuída ao investigado será analisada pela Justiça no decorrer do processo.

“Renatinho” foi indiciado por constituição de milícia privada, crime previsto no artigo 288-A do Código Penal. A Justiça havia determinado a prisão preventiva, mas, segundo a Polícia Civil, o investigado não se apresentou após ser intimado e passou a ser considerado foragido.

Com o avanço das diligências, equipes da DRCI conseguiram identificar o endereço onde o investigado estava escondido. Os policiais foram até a residência localizada no Condominio Valdariosa 2, em Queimados e efetuaram a prisão sem registro de resistência.

Após a captura, o homem foi levado para a sede da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, onde foram realizados os procedimentos de polícia judiciária. Em seguida, ele foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

A investigação integra a Operação Rede Segura, que utiliza ações de inteligência para identificar integrantes e estruturas de organizações criminosas, inclusive aqueles responsáveis por funções de apoio e comunicação.

A defesa do investigado foi procurada, mas não havia sido localizada até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

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